Teste de força para cadeirantes pode ser realizado por videochamada com precisão
Um estudo recente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a avaliação da força dos braços de usuários de cadeira de rodas pode ser realizada por videochamada com a mesma precisão que em encontros presenciais. Essa descoberta, publicada na revista Disability and Rehabilitation: Assistive Technology, abre novas possibilidades para a reabilitação de pessoas com lesão medular, permitindo um acompanhamento mais frequente e acessível.
O teste de tríceps em cadeira de rodas, conhecido como Wheelchair Triceps Test (WcT), mede a força funcional necessária para atividades cotidianas, como transferências da cadeira para a cama ou para o carro. A pesquisa foi conduzida pela professora Maria Luíza Tanure Alves e envolveu 20 participantes com paraplegia, que realizaram o teste em quatro ocasiões: duas presencialmente e duas por videochamada.
A eficácia do teste se deve à sua simplicidade e à ausência de necessidade de equipamentos complexos. “É uma ferramenta valiosa para fisioterapeutas e educadores físicos avaliarem a autonomia dos pacientes e sua evolução na reabilitação”, explica Tanure Alves. O método permite monitorar a força funcional, um fator crucial para a independência de quem vive com lesões na medula espinhal.
De acordo com Rogério Virgínio dos Santos, doutorando em educação física e autor do estudo, o teste não apenas avalia a força, mas também possibilita ajustes nos programas de reabilitação. Caso os resultados indiquem força insuficiente, os profissionais podem intensificar os treinos ou modificar estratégias de reabilitação, prevenindo dificuldades nas atividades diárias.
A realização do teste por videochamada também elimina barreiras logísticas. Muitas vezes, o acesso a centros de reabilitação é complicado para pessoas com mobilidade reduzida devido a calçadas inadequadas e transporte público não adaptado. “O estudo demonstra que é possível realizar essa avaliação com rigor científico à distância, o que é uma grande contribuição para a área”, ressalta Tanure Alves.
Os pesquisadores planejam ampliar o número de participantes em futuras investigações e explorar tecnologias adicionais, como sensores e sistemas automatizados, para aprimorar ainda mais a precisão das avaliações remotas. Essa abordagem não só melhora o acesso à reabilitação, mas também se alinha com as tendências atuais de telemedicina, que buscam atender a demanda por serviços de saúde de forma mais eficiente e inclusiva.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.