Pesquisa da Unicamp inova na extração de compostos do guaraná com método sustentável

Novo processo verde utiliza açúcares para extrair cafeína e antioxidantes, promovendo a bioeconomia no Brasil.

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Pesquisa da Unicamp inova na extração de compostos do guaraná com método sustentável

A inovação na extração de compostos do guaraná pode revolucionar a indústria, oferecendo produtos mais sustentáveis e alinhados às demandas do mercado por soluções ecológicas. Isso não apenas beneficia o meio ambiente, mas também promove o aproveitamento de subprodutos que, até então, eram descartados.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou uma inovação significativa na extração de compostos valiosos das cascas de sementes de guaraná. Pesquisadores desenvolveram um método sustentável que utiliza uma mistura composta por açúcares e outros ingredientes naturais, substituindo os solventes tóxicos tradicionalmente usados.

Esse novo processo não apenas reduz o tempo de preparo, mas também diminui o consumo de energia, alinhando-se com as práticas de aproveitamento sustentável da biodiversidade brasileira. A pesquisa, publicada em julho na revista Innovative Food Science & Emerging Technologies, contou com o apoio da FAPESP e a colaboração de instituições internacionais.

As cascas das sementes de guaraná, frequentemente descartadas, são ricas em guaranina, um alcaloide semelhante à cafeína, além de polifenóis como catequina e epicatequina, altamente valorizados pela indústria de cosméticos e bioprodutos. Os métodos convencionais de extração dependem de solventes voláteis e tóxicos, como metanol, que requerem etapas adicionais para remoção. Com a nova formulação, o extrato obtido é pronto para uso em diversas indústrias, promovendo um ciclo de produção mais limpo.

Os pesquisadores utilizaram insumos renováveis, como 1,3-propanodiol, glicose e ácido cítrico, que proporcionam benefícios adicionais ao extrato. Felipe Sanchez Bragagnolo, pós-doutorando da FCA-Unicamp e primeiro autor do estudo, destaca que o uso desse solvente à base de açúcar elimina a necessidade de etapas que envolvem a remoção de substâncias tóxicas, facilitando o processo de produção.

O Brasil, que produziu cerca de 2.460 toneladas de sementes de guaraná em 2025, apresenta um grande potencial para a bioeconomia ao reaproveitar a casca, que representa entre 80% e 85% do peso do fruto. Bragagnolo ressalta que a cafeína e os compostos fenólicos do guaraná têm várias aplicações e que o novo método se alinha às tendências do mercado.

Os pesquisadores planejam expandir suas investigações, testando cascas de outras frutas e novas combinações de ingredientes. A colaboração com empresas que desenvolvem novos produtos será fundamental para entender a aceitação do consumidor e como essa inovação pode impactar o processo produtivo.

O artigo que detalha essa pesquisa pode ser acessado na plataforma ScienceDirect, destacando a importância crescente da sustentabilidade na indústria.

Resumo da notícia
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método inovador e sustentável para extrair cafeína e antioxidantes das cascas de sementes de guaraná, utilizando uma mistura à base de açúcares em vez de solventes tóxicos. Essa abordagem não só minimiza o impacto ambiental, como também otimiza o tempo e o consumo de energia no processo de produção, contribuindo para a valorização da biodiversidade brasileira. O estudo abre novas oportunidades para a indústria e a bioeconomia.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.
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