Um estudo liderado por pesquisadores brasileiros identificou dez proteínas no sangue associadas ao risco futuro de desenvolver hipertensão pulmonar. Segundo a Agência FAPESP, os resultados podem orientar o desenvolvimento de um exame menos invasivo para ajudar na detecção precoce, mas as proteínas ainda são potenciais biomarcadores, não um teste disponível para uso clínico. Agência FAPESP
A pesquisa analisou cerca de 5 mil proteínas. Primeiro, 22 apareceram associadas aos níveis de pressão pulmonar; depois, 15 mantiveram relação com medidas obtidas por cateterismo cardíaco direito. Na etapa seguinte, com dados do UK Biobank, dez dessas proteínas foram associadas ao risco posterior da doença: nove apresentavam níveis mais altos no sangue e uma, mais baixos. Agência FAPESP
A hipertensão pulmonar é caracterizada pelo aumento da pressão nos vasos que levam o sangue do coração aos pulmões. A FAPESP relata que o diagnóstico pode ser complexo porque os sintomas são genéricos. O ecocardiograma pode levantar suspeita, mas a confirmação exige cateterismo cardíaco direito, procedimento invasivo que mede diretamente as pressões da circulação pulmonar. Agência FAPESP
A NOTCH3 foi destacada entre as dez proteínas. A análise de dados genômicos encontrou relação entre variações no DNA associadas à produção naturalmente maior da proteína e maior risco histórico de hipertensão pulmonar. Segundo o estudo, esse resultado, junto a evidências de pesquisas experimentais anteriores, reforça o interesse em investigar a via como possível alvo de tratamentos futuros. Agência FAPESP
A Agência FAPESP informa que ainda é necessário desenvolver métodos precisos e reprodutíveis para medir as dez proteínas em larga escala e confirmar os resultados em outros estudos. Portanto, a descoberta não significa que o exame já possa ser solicitado ou usado para diagnosticar a doença. Agência FAPESP
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