Pesquisa da USP testa realidade virtual e IA para identificar declínio cognitivo leve

Plataforma em desenvolvimento combina tarefas em ambientes virtuais, rastreamento ocular e eletroencefalograma; pesquisadores afirmam que o sistema pretende apoiar a avaliação médica, não substituí-la.

2 min de leitura

Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos, desenvolvem uma plataforma que combina realidade virtual, inteligência artificial e análise da atividade cerebral para identificar o comprometimento cognitivo leve. A condição é descrita como um estágio entre o declínio cognitivo associado ao envelhecimento e o início de quadros demenciais. A informação foi divulgada pela Agência FAPESP. Agência FAPESP

Na avaliação proposta, os participantes realizam tarefas que simulam situações rotineiras em um ambiente de realidade virtual. Em uma sessão única, o sistema registra a atividade cerebral por eletroencefalograma e acompanha os movimentos dos olhos; depois, ferramentas de inteligência artificial analisam os dados em conjunto para buscar padrões associados ao declínio cognitivo. Agência FAPESP

A Agência FAPESP informa que a ferramenta está em desenvolvimento e que a pesquisa envolve grupos clínicos e voluntários saudáveis. Segundo o pesquisador Roberto Douglas Guimarães de Aquino, o algoritmo deve produzir um relatório para apoiar a decisão do neurologista. Portanto, a descrição da pesquisa não apresenta a plataforma como substituta da avaliação médica. Agência FAPESP

O projeto é conduzido por Aquino, sob supervisão do professor Alexandre Delbem, e está ligado ao Centro para Inteligência Artificial em Gestão de Saúde, financiado pela FAPESP. De acordo com a agência, entre 15% e 20% das pessoas com mais de 65 anos têm comprometimento cognitivo leve; metade desse grupo pode evoluir para um quadro demencial, como Alzheimer, em até cinco anos. Agência FAPESP

A FAPESP relata que, após as validações clínicas, os pesquisadores planejam disponibilizar publicamente em código aberto o software de análise, os algoritmos e conjuntos de dados anonimizados. A divulgação da metodologia está prevista para ocorrer somente ao término dessas validações. Agência FAPESP

Fontes consultadas

Conteúdo elaborado com apoio de inteligência artificial e verificações automáticas das fontes.

Assuntos desta reportagem