Ciência e Tecnologia Brasil

Marco Antonio Zago recebe Ordem do Mérito Civil da Espanha

Condecoração destaca a colaboração científica entre Brasil e Espanha, reforçada por acordos recentes.

Reconhecimento à Cooperação Científica

A homenagem destaca a importância da parceria entre Brasil e Espanha na pesquisa científica, que potencializa avanços tecnológicos e soluções para desafios globais. Essa colaboração fortalece o intercâmbio de conhecimentos, impulsiona inovações e contribui para o desenvolvimento sustentável, beneficiando diretamente setores como meio ambiente e segurança alimentar.



Mar Fernández-Palacios, embaixadora da Espanha no Brasil, e Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)





FAPESP


Marco Antonio Zago recebe a Ordem do Mérito Civil do Reino da Espanha







30 de março de 2026





Condecoração outorgada pelo rei Felipe VI reconhece a contribuição do presidente da FAPESP para o fortalecimento da cooperação científica e acadêmica entre os dois países



Elton Alisson | Agência FAPESP – O rei da Espanha, Felipe VI, outorgou ao presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, a condecoração da Ordem do Mérito Civil por sua contribuição para o fortalecimento das relações científicas entre o Brasil e a Espanha. O título foi entregue na quinta-feira (26/03) pela embaixadora da Espanha no Brasil, Mar Fernández-Palacios, em cerimônia realizada no Consulado Geral da Espanha em São Paulo, na presença de familiares e amigos.



Uma das três mais importantes ordens de mérito concedidas pelo Reino da Espanha, a honraria – representada por uma placa de peito em prata – foi criada pelo rei Afonso XIII em 1926 para reconhecer “as virtudes cívicas dos funcionários a serviço do Estado, bem como os serviços extraordinários de cidadãos espanhóis e estrangeiros para o bem da nação”.



“Para mim, é uma satisfação enorme representar o Estado espanhol na entrega desta comenda, em reconhecimento à sua longa trajetória científica e ao esforço despendido para melhorar a cooperação entre os nossos países”, afirmou a embaixadora durante a cerimônia.



De acordo com Fernández-Palacios, esse esforço conjunto foi intensificado nos últimos anos em grande parte por causa da assinatura de um memorando de entendimento entre o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico e a Inovação (CDTI) da Espanha e a FAPESP, em 2024, durante a visita ao Brasil do presidente do país, Pedro Sánchez.



“É muito importante essa cooperação internacional, pois desafios que enfrentamos hoje, como as mudanças climáticas, a transição energética, a segurança alimentar e as pandemias, não conhecem fronteiras e só podem ser enfrentados por meio do esforço conjunto”, avaliou a embaixadora.



Trajetória de cooperação



Ao agradecer a honraria, Zago relembrou momentos em que teve a oportunidade de estar pessoalmente na presença do rei Felipe VI, tratando de questões relacionadas à ciência, à tecnologia e ao ensino superior. Uma das ocasiões foi durante a criação da União Ibero-Americana de Universidades (UIU).



A rede foi estabelecida em 2016 entre cinco instituições de referência da América Latina e da Espanha – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), Universidade de Buenos Aires (UBA), Universidade Complutense de Madri (UCM) e Universidade de Barcelona (UB) – para o desenvolvimento de programas conjuntos de pesquisa, ensino e mobilidade docente e discente. Reitor da USP à época, Zago e os dirigentes das demais universidades apresentaram a iniciativa ao monarca espanhol, que saudou a ação como um sinal claro do progresso das relações acadêmicas ibero-americanas.



“Como reitor, também me empenhei em incentivar a Cátedra José Bonifácio, constituída para estimular as relações e a pesquisa sobre a Ibero-América. Naquele período, tivemos como titulares nomes como Felipe González, ex-primeiro-ministro da Espanha, e a escritora brasileira Nélida Pinõn [1934-2022], de origem espanhola. Ambos contribuíram imensamente para a expansão do conhecimento acadêmico sobre a Ibero-América”, avaliou Zago.



Ciência e laços históricos



O presidente da FAPESP lembrou que a imigração espanhola para o Brasil, concentrada em São Paulo, permitiu um grande aporte cultural, artístico, linguístico, gastronômico e afetivo que liga as comunidades dos dois países. No campo da ciência e tecnologia, os números refletem essa proximidade: a Espanha é hoje o segundo país da Europa com maior volume de colaboração científica com o Brasil, atrás apenas do Reino Unido.



“A FAPESP já apoiou 1,8 mil projetos de cooperação científica entre a Espanha e o Estado de São Paulo. Essa parceria está em expansão por meio de nossos contatos com o Conselho Superior de Investigações Científicas [CSIC] e o CDTI”, afirmou Zago, mencionando também o sucesso da FAPESP Week Spain, realizada em novembro de 2025.



Em seu discurso, o dirigente ressaltou a influência de vultos da ciência espanhola em sua própria carreira, como Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), o “pai da neurociência”, e Severo Ochoa (1905-1993), Nobel de Medicina que identificou mecanismos da síntese do RNA.



Zago encerrou afirmando que a Espanha representa uma das maiores referências culturais e científicas para o Brasil. “Sinto-me muito feliz pela oportunidade de contribuir para a aproximação entre essas duas comunidades.”





Título foi entregue na quinta-feira (26/03) em cerimônia no Consulado Geral da Espanha em São Paulo (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)

Resumo da Notícia

Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, foi agraciado com a Ordem do Mérito Civil pelo rei Felipe VI da Espanha, em reconhecimento ao seu papel fundamental na ampliação da cooperação científica entre Brasil e Espanha. A homenagem, entregue pela embaixadora espanhola no Brasil, Mar Fernández-Palacios, no Consulado Geral da Espanha em São Paulo, ressalta a relevância do intercâmbio acadêmico e tecnológico entre os países. O fortalecimento dessa relação foi intensificado após a assinatura de um memorando de entendimento entre a FAPESP e o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico e a Inovação da Espanha, em 2024. Zago também destacou a importância histórica e cultural da imigração espanhola no Brasil e a influência de grandes nomes da ciência espanhola em sua trajetória. A colaboração entre as instituições tem sido essencial para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas e a segurança alimentar, evidenciando a relevância do trabalho conjunto para o avanço científico e social.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.