Economia Brasil

Governo Federal divulga programação orçamentária para 2026

Decreto estabelece cronograma de desembolsos e limites de empenho para órgãos federais em 2026

Controle e Transparência Orçamentária

O decreto estabelece um planejamento financeiro que assegura o uso responsável dos recursos públicos, alinhado às metas fiscais vigentes. Essa organização contribui para a estabilidade econômica, evitando gastos excessivos e promovendo transparência na gestão dos fundos públicos, o que impacta diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população.

O Governo Federal publicou nesta quinta-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF) para o exercício de 2026. O texto estabelece o cronograma mensal de desembolsos e fixa os limites de empenho para os órgãos do Poder Executivo Federal.

O objetivo do decreto é assegurar que a execução das despesas públicas ao longo do ano esteja alinhada às metas fiscais previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada em janeiro.

O decreto cumpre o Orçamento aprovado pelo Congresso, sem contingenciamentos nem bloqueios de verbas. Os cortes temporários no Orçamento virão apenas após o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser publicado no fim de março.

Editado em cumprimento ao artigo 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o decreto obriga o Poder Executivo a estabelecer a programação orçamentária e o cronograma de execução em até 30 dias após a publicação da LOA. Assim como nos anos anteriores, este primeiro decreto trata exclusivamente da organização inicial da execução orçamentária.

Limites de empenho

O decreto também detalha o cronograma consolidado dos limites de empenho ao longo do ano. Os valores, em bilhões de reais, ficam distribuídos da seguinte forma:

Período

Limites de empenho (R$ bilhões)

Até março 115,7
Até novembro 196,9
Até dezembro 240,3

Os limites de empenho representam o teto de despesas que podem ser oficialmente autorizadas (empenhadas) pelos órgãos públicos em cada período. A programação poderá ser revista ao longo do ano, conforme o comportamento das receitas e o cumprimento das metas fiscais.

Por enquanto, os limites de empenho seguem o Orçamento original aprovado pelo Congresso. No ano passado, o governo criou uma restrição nos empenhos. Chamada de faseamento, a medida congelou um terço dos gastos discricionários (não-obrigatórios) programados para cada mês.

Com essa medida, a liberação mensal de gastos não obrigatórios fica limitada 1/18 dos gastos previstos para o ano, em vez da proporção de 1/12. O faseamento para 2026, caso ocorra, só será publicado junto com o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, no fim de março.

Resumo da Notícia

O Governo Federal publicou o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira para 2026, definindo o cronograma mensal de gastos e os limites de empenho para órgãos do Executivo. O documento busca garantir que as despesas públicas estejam em conformidade com as metas fiscais da Lei Orçamentária Anual, sancionada em janeiro. Os limites de empenho somam 240,3 bilhões de reais para o ano, com liberações graduais até dezembro. Possíveis ajustes no orçamento, como cortes temporários, serão avaliados após a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, prevista para março. O decreto também atende à Lei de Responsabilidade Fiscal, organizando a execução orçamentária inicial sem contingenciamentos ou bloqueios. A prática de restringir parte dos gastos discricionários, chamada faseamento, poderá ser aplicada conforme as receitas e será detalhada somente após o relatório bimestral.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.