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Genes Virais e Vitiligo: Estudo Revela Relação com Inflamação e Piora da Doença

Pesquisadores identificam que atividade de genes virais pode ser indicador da gravidade do vitiligo, oferecendo novas perspectivas para tratamentos.

Genes Virais e Vitiligo: Estudo Revela Relação com Inflamação e Piora da Doença

Compreender a relação entre genes virais e vitiligo pode abrir portas para novos testes e tratamentos, impactando diretamente a qualidade de vida dos portadores da doença.

Um novo estudo aponta que a atividade de genes virais incorporados ao genoma humano pode estar relacionada à gravidade do vitiligo, uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as células que produzem melanina. Publicado na revista *Frontiers in Cellular and Infection Microbiology*, a pesquisa, realizada por cientistas da Universidade Santo Amaro (Unisa) com apoio da FAPESP, sugere que a expressão dos genes HERVs (retrovírus endógenos humanos) pode atuar como um marcador para o avanço da doença.

Os HERVs, que representam cerca de 8% do DNA humano, foram incorporados ao genoma humano ao longo da evolução, possivelmente como um mecanismo de defesa. No entanto, esses genes podem desencadear doenças autoimunes, como o vitiligo. Os pesquisadores observaram que o gene HERV-W estava mais ativo em pacientes com vitiligo do que em indivíduos saudáveis. Em contrapartida, os genes HERV-H e HERV-K apresentaram menor expressão entre os portadores da doença.

Além disso, foi constatado que, nos pacientes cujo vitiligo estava piorando, a expressão do HERV-W era ainda mais elevada. Essa atividade aumentada foi correlacionada a níveis mais altos de citocinas pró-inflamatórias no sangue, substâncias que, embora necessárias para a defesa do organismo, podem causar danos se produzidas em excesso. "O aumento da expressão de HERV-W parece estar relacionado a um aumento da inflamação, que pode agravar as lesões da pele dos pacientes", explica Samuel Nascimento Santos, primeiro autor do estudo.

Os dados foram coletados a partir de 60 participantes, incluindo 30 sem vitiligo e 30 com a condição, recrutados na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp). Essa descoberta abre novas perspectivas para o desenvolvimento de tratamentos e testes diagnósticos para o vitiligo, além de aprofundar o entendimento sobre o papel dos retrovírus endógenos na fisiologia humana.

Em um estudo complementar, os pesquisadores analisaram a relação entre a atividade dos HERVs e o envelhecimento, observando que idosos sedentários apresentaram maior carga proviral em comparação aos que se exercitavam regularmente. A ativação dos genes virais foi associada a perfis inflamatórios mais baixos entre os idosos ativos. "Os resultados indicam que a atividade física pode influenciar a expressão desses genes e, consequentemente, a saúde geral", afirma Michelly Damasceno da Silva, primeira autora do trabalho.

Embora esses estudos não ofereçam soluções imediatas, eles levantam questões sobre a dualidade dos HERVs, que podem ter tanto funções benéficas quanto prejudiciais à saúde. O próximo passo da pesquisa será investigar outras famílias de HERVs, buscando identificar alvos terapêuticos e marcadores moleculares que possam contribuir para o tratamento de doenças como o vitiligo e a esclerose múltipla, além de mitigar os efeitos negativos do envelhecimento.

Resumo da Notícia

Um estudo recente revela que a atividade de genes virais incorporados ao genoma humano, conhecidos como HERVs, pode influenciar a gravidade do vitiligo. Essa doença autoimune resulta na destruição das células produtoras de melanina, levando ao aparecimento de manchas brancas na pele. O aumento da expressão do gene HERV-W foi associado a lesões mais severas e a um aumento das citocinas inflamatórias, sugerindo um potencial biomarcador para o avanço da condição e novas possibilidades de tratamento.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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