Saúde e Bem-Estar Brasil

Estudo acompanha desenvolvimento de crianças com síndrome de Down em São Paulo

Pesquisa avalia sono, audição e motoras, além de orientar famílias sobre acesso a terapias essenciais

Avanços no cuidado à síndrome de Down

O acompanhamento detalhado do desenvolvimento infantil e do bem-estar familiar contribui para intervenções mais eficazes e personalizadas. Ao identificar dificuldades no acesso a terapias, o estudo fortalece a orientação e o suporte, impactando positivamente a qualidade de vida das crianças e suas famílias, além de fornecer dados que podem influenciar políticas públicas e promover maior inclusão social.



Estudo também identifica barreiras de acesso a terapias, orientando parentes sobre os caminhos para garantir atendimento adequado (imagem: IJC/divulgação)





Saúde


Pesquisa avalia sono, desenvolvimento motor e audição de crianças com síndrome de Down







20 de março de 2026





Estudo conduzido pelo Instituto Jô Clemente e apoiado pela FAPESP faz acompanhamento até os 36 meses de idade e inclui o monitoramento da saúde das mães



Agência FAPESP – Estudo conduzido no Instituto Jô Clemente (IJC) está acompanhando crianças com síndrome de Down desde os primeiros meses de vida com o objetivo de compreender seu desenvolvimento e gerar dados inéditos que apoiem tanto as famílias quanto políticas públicas.



Intitulado “Coorte de Nascimento T21 São Paulo: estudo longitudinal da saúde e desenvolvimento de crianças com síndrome de Down na cidade de São Paulo”, o projeto é apoiado pela FAPESP.



“A iniciativa permite compreender, desde cedo, como as crianças se desenvolvem e quais são os desafios enfrentados pelos cuidadores, produzindo evidências que orientem o cuidado em saúde, fortaleçam as famílias e subsidiem políticas públicas mais eficazes”, explicou à Assessoria de Imprensa do IJC Fábio Bertapelli, pesquisador responsável pelo projeto no Centro de Ensino e Pesquisa (Cepi-IJC).



São analisados aspectos como sono, audição, crescimento e evolução motora – incluindo o “tummy time” (tempo de bruços), prática de estimulação recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Também é monitorado o bem-estar das mães. Os responsáveis recebem devolutivas detalhadas sobre os resultados, que podem ser compartilhadas com especialistas, otimizando o acompanhamento diário e a autonomia das crianças.



Além disso, o estudo identifica barreiras no acesso a terapias, orientando os parentes sobre os caminhos para garantir atendimento adequado.



A primeira fase da pesquisa, uma das mais complexas, será concluída em julho deste ano, encerrando o ciclo inicial de avaliações do primeiro ano de vida. Nos próximos anos, os dados coletados devem estabelecer referências sobre o desenvolvimento de crianças com síndrome de Down no país.



Para ampliar o alcance da iniciativa e aproximar a sociedade do tema, o IJC realizará, na próxima segunda-feira (23/03), a Ação Motiva na estação Hospital São Paulo (Linha 5-Lilás do metrô paulistano). A atividade busca promover a inclusão, combater estereótipos e dar visibilidade ao potencial das pessoas com síndrome de Down, além de apresentar ao público o projeto Coorte de Nascimento T21 São Paulo.



Durante a ação, pesquisadores estarão disponíveis para esclarecer dúvidas, orientar famílias e convidar responsáveis por crianças nascidas a partir de agosto de 2024, na capital paulista, a participarem do estudo. A iniciativa também reforçará a importância da informação, da conscientização e do impacto social gerado pela pesquisa.

Resumo da Notícia

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Jô Clemente, com apoio da FAPESP, monitora crianças com síndrome de Down desde os primeiros meses de vida para entender seu desenvolvimento e apoiar familiares. O estudo analisa aspectos essenciais como o sono, a audição, o crescimento e a evolução motora, incluindo práticas recomendadas pela OMS, além de acompanhar o bem-estar das mães. Os resultados são compartilhados com as famílias para fortalecer o cuidado diário e facilitar o acesso a tratamentos. A pesquisa também identifica obstáculos no acesso a terapias, oferecendo orientação para garantir atendimentos adequados. A primeira fase será concluída em julho, com dados que podem embasar políticas públicas mais eficazes e ampliar a inclusão social. Em paralelo, o IJC promove ações para conscientizar a população e incentivar a participação de novas famílias na capital paulista.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.