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Universidades Paulistas Debatem Impacto Social e Inteligência Artificial

Reitores discutem métricas que avaliam contribuições das instituições para a sociedade em encontro na USP.

Universidades Paulistas Debatem Impacto Social e Inteligência Artificial

Esse encontro é crucial para a modernização das universidades, que buscam se alinhar às necessidades sociais. A promoção de um diálogo efetivo pode aumentar a transparência e a responsabilidade das instituições de ensino superior.

Cerca de 80 pesquisadores e reitores de universidades públicas de São Paulo se reuniram no dia 29 de julho, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, para o 3º Encontro da Comunidade Métricas. O foco do debate foi a criação de métricas que avaliem o impacto social das universidades e a incorporação da inteligência artificial nas atividades acadêmicas, visando os desafios entre 2026 e 2030.

Durante o encontro, Vahan Agopyan, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo, destacou a importância de compreender as necessidades da sociedade e de integrá-las à vida acadêmica. Ele enfatizou que o diálogo deve ser uma prioridade, já que os contribuintes desejam saber como seus recursos estão sendo utilizados. A urgência em dinamizar a gestão acadêmica foi uma das ênfases, com Agopyan alertando que decisões administrativas lentas podem dificultar a resposta às demandas sociais.

As universidades estão se mobilizando para criar indicadores que mensurem seu impacto. A USP, por exemplo, está estabelecendo o Escritório Ciência e Sociedade, que visa facilitar a comunicação com diferentes segmentos sociais, enquanto a Unicamp planeja aumentar a oferta de vagas e fortalecer a permanência de alunos até 2030.

A reitora da Unesp, Maysa Furlan, mencionou que a contribuição dos egressos da universidade é um indicador importante, com dados que mostram que 66% dos profissionais de saúde no interior de São Paulo são graduados pela instituição. Já a UFABC busca monitorar o desempenho de seus alunos e os impactos de seus projetos de pesquisa, como o Centro de Estudos da Favela.

Além disso, iniciativas a partir do projeto “Indicadores centrados na sociedade” têm promovido a formação de uma comunidade de profissionais dedicados à gestão de dados nas universidades. Desde 2017, o projeto tem incentivado a criação de escritórios de gestão de dados e a boa governança nas instituições de ensino superior.

O uso responsável da inteligência artificial também foi um ponto debatido. As universidades estão implementando regulamentações e estratégias para integrar a IA em suas atividades. Na USP, foi criado o Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial, enquanto a Unesp traça ações prioritárias para regulamentação e ética no uso dessa tecnologia.

As universidades federais também estão atentas às implicações da IA. A Unifesp organizará um congresso sobre o tema, enquanto a UFSCar e a UFABC desenvolvem projetos para apoiar a infraestrutura e a governança da inteligência artificial em seus ambientes acadêmicos. A definição de boas práticas e a formação sobre pensamento crítico e ética são fundamentais nesse processo.

Esse encontro é um passo significativo para a modernização das universidades públicas, permitindo que elas se alinhem mais efetivamente às demandas sociais contemporâneas e promovam um diálogo mais transparente com a sociedade.

Resumo da Notícia

No dia 29 de julho, reitores de universidades públicas de São Paulo se reuniram na Esalq-USP para discutir a importância de métricas de impacto social e o uso da inteligência artificial na educação. O 3º Encontro da Comunidade Métricas abordou como as instituições podem se adaptar às necessidades da sociedade e melhorar sua governança. A iniciativa visa promover um diálogo mais próximo entre universidades e a comunidade, destacando a urgência de inovações que atendam às demandas contemporâneas.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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