Política Brasil

STF decide sobre aposentadoria especial para vigilantes do INSS

Supremo Tribunal Federal analisa se vigilantes têm direito ao benefício após reforma da Previdência de 2019

Impacto da Aposentadoria para Vigilantes

A definição sobre a aposentadoria especial para vigilantes afetará diretamente direitos previdenciários e despesas públicas. Caso o benefício seja negado, esses profissionais poderão ter de trabalhar mais tempo, enquanto a aprovação pode aumentar os gastos do INSS, influenciando a gestão financeira da Previdência e a segurança econômica dos trabalhadores expostos a riscos no exercício da função.

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta sexta-feira (13) se vigilantes tem direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A questão será decidida durante julgamento virtual que será encerrado às 23h59. 

O plenário virtual da Corte julga um recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância inferior ao Supremo, que reconheceu o benefício. O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões, em 35 anos. 

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da Previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde. Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Até o momento, o placar do julgamento está 5 votos a 4 contra a aposentadoria especial. Prevalece o voto do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o ministro, a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais. 

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O voto de Moraes foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça. 

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator.

O voto do relator foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin. 

O último a votar será o ministro Gilmar Mendes. 

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal está julgando a validade da aposentadoria especial para vigilantes vinculados ao INSS. A controvérsia surgiu após o Superior Tribunal de Justiça reconhecer o direito ao benefício, contestado pelo INSS, que argumenta que a função é apenas perigosa e não envolve exposição a agentes nocivos, como previsto na reforma da Previdência de 2019. Até o momento, a maioria dos ministros votou contra o reconhecimento da aposentadoria especial, destacando que a atividade de vigilância não configura risco especial. No entanto, o relator defende que os riscos físicos e mentais enfrentados pelos vigilantes justificam o benefício. A decisão final, que pode ter impacto orçamentário significativo, será concluída com o voto do ministro Gilmar Mendes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.