STF condena deputados do PL por corrupção passiva em emendas parlamentares

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal pune parlamentares do PL por exigência de propina em 2020

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STF condena deputados do PL por corrupção passiva em emendas parlamentares
Crédito da imagem: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Impacto da condenação de deputados

A decisão do STF reforça o combate à corrupção no uso de recursos públicos, destacando a importância da transparência na liberação de emendas parlamentares. Para a população, isso significa maior responsabilidade na gestão dos fundos destinados a municípios, contribuindo para a melhoria dos serviços públicos e a confiança nas instituições democráticas.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) com estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em primeiro plano.
© Marcello Casal JrAgência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (17) dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva.

Por 4 votos a 0, o colegiado formou placar unânime para aceitar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), por cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares.

Conforme a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).

O voto do relator, ministro Cristiano Zanin, prevaleceu no julgamento. Zanin disse que há provas robustas de que os acusados cometeram crime de corrupção passiva ao solicitarem o pagamento de propina ao então prefeito do município José Eudes, que denunciou o caso.

O entendimento foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

O colegiado também decidiu absolver os réus da acusação de organização criminosa.

A sessão de julgamento prossegue para a definição das penas dos condenados.

Resumo da notícia
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou, por unanimidade, dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) pelo crime de corrupção passiva relacionado à cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares. Entre janeiro e agosto de 2020, os políticos teriam solicitado R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em recursos destinados ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. As acusações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República e confirmadas com provas contundentes durante o julgamento. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, teve seu entendimento acompanhado pelos demais ministros integrantes do colegiado. Os réus foram absolvidos da acusação de organização criminosa, e a definição das penas seguirá em sessão posterior.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.