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Startup transforma câmeras de segurança em sistemas de monitoramento inteligente

Tecnologia da Noleak utiliza IA para converter imagens em informações úteis e melhorar a vigilância.

Startup transforma câmeras de segurança em sistemas de monitoramento inteligente

A solução da Noleak representa um avanço significativo na segurança, permitindo que as câmeras deixem de ser meros gravadores e se tornem ferramentas ativas na prevenção de incidentes. Com isso, a eficiência nas políticas de segurança aumenta, refletindo em uma sociedade mais segura.

A startup Noleak está revolucionando o uso de câmeras de segurança com uma solução inovadora que transforma horas de gravação em informações valiosas. Desenvolvida com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, a ferramenta chamada Agatha utiliza inteligência artificial para monitorar e analisar comportamento em ambientes vigiados, emitindo alertas quando anomalias são detectadas.

Ao invés de simplesmente registrar imagens, a Agatha aprende os padrões de movimento e comportamento de um espaço, descartando imagens que não requerem atenção. Isso permite que um único profissional monitore entre mil e duas mil câmeras simultaneamente, concentrando-se apenas nos eventos que realmente importam. O fundador da Noleak, Rafael Libardi, destaca que a maioria dos sistemas atuais funciona apenas como sensores de movimento, gerando uma avalanche de notificações irrelevantes.

Libardi, com experiência anterior em cibersegurança, adaptou um método que identificava comportamentos anômalos em redes digitais para o contexto físico das câmeras. A plataforma observa os ambientes e, após um período de aprendizado, estabelece um padrão do que é considerado normal, alertando os operadores sobre qualquer desvio.

Estudos demonstram que a atenção humana é limitada quando se trata de monitoramento de vídeo. Em média, um operador pode perder até 95% das atividades depois de apenas 22 minutos de observação contínua. Com a tecnologia da Noleak, a fadiga é minimizada, permitindo que os operadores se concentrem no que é realmente importante.

O crescimento do mercado de câmeras de segurança também impulsiona a relevância dessa inovação. A Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) reportou um faturamento de R$ 14 bilhões para o setor em 2024, um crescimento de 16,1% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, a capacidade de transformar dados em insights poderá ser crucial para a eficácia de políticas de segurança pública.

Além de segurança, a Agatha tem aplicações em diversas áreas, como a identificação do uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em ambientes industriais e a análise forense, que permite a revisão rápida de grandes volumes de vídeo. Por exemplo, uma distribuidora de energia em Minas Gerais conseguiu reduzir horas de gravação a apenas dez minutos após a implementação da tecnologia, isolando rapidamente momentos críticos de invasão.

O tempo de adaptação da ferramenta varia conforme a aplicação, podendo ser implementada em menos de 24 horas em algumas situações. Em eventos de grande porte, a tecnologia também se mostra eficaz, ampliando significativamente a capacidade de resposta das equipes de segurança.

Libardi ressalta que, apesar da eficiência da tecnologia, ela não substitui a necessidade de supervisão humana. É fundamental que haja validação dos alertas, uma vez que a ferramenta deve ser vista como um complemento à vigilância tradicional, que ainda depende da percepção humana. Para o sucesso da implementação, uma infraestrutura adequada e a educação dos usuários são essenciais.

O suporte do PIPE foi crucial para a Noleak, permitindo a reestruturação de sua arquitetura de dados e a melhoria de seus modelos matemáticos, fatores que foram determinantes para o crescimento do negócio. Libardi acredita que essa combinação de tecnologia e conhecimento prático é o caminho para transformar inovações em produtos comercialmente viáveis.

Resumo da Notícia

A Noleak, uma startup apoiada pelo PIPE-FAPESP, desenvolveu a Agatha, uma solução que transforma câmeras de segurança tradicionais em sistemas de monitoramento ativo. A tecnologia utiliza inteligência artificial para filtrar imagens irrelevantes e identificar comportamentos anômalos, permitindo que um único operador monitore milhares de câmeras simultaneamente. Isso não só melhora a eficiência da vigilância, mas também reduz a fadiga humana, aumentando a eficácia da segurança em diversos ambientes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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