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Descoberta em Coral Profundo: Enzima Bioluminescente Resiste a Frio Extremo

Luciferase isolada do coral Anthoptilum murrayi pode impulsionar avanços biotecnológicos.

Descoberta em Coral Profundo: Enzima Bioluminescente Resiste a Frio Extremo

A descoberta de uma luciferase adaptada ao frio pode revolucionar a biotecnologia, permitindo o desenvolvimento de ferramentas que monitoram processos biológicos em temperaturas extremas, um campo ainda inexplorado no Brasil.

Uma nova luciferase, enzima responsável pela bioluminescência, foi identificada em um coral de mar profundo, a pena-do-mar Anthoptilum murrayi. A descoberta ocorreu durante uma expedição com o navio oceanográfico Alpha Crucis, da Universidade de São Paulo (USP), na região costeira entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, conhecida por seu ambiente extremo.

Coletada em 2019 a aproximadamente 1.100 metros de profundidade, a AnmLuc, como foi nomeada a enzima, possui a notável capacidade de emitir luz azul em temperaturas próximas a 2 °C. Essa característica a torna ideal para aplicações biotecnológicas, como biossensores que monitoram processos celulares e doenças. O estudo foi publicado na revista Biochemical and Biophysical Research Communications, destacando a importância da pesquisa no entendimento da bioluminescência em organismos marinhos.

Os pesquisadores, liderados pela doutoranda Gabriela Amancio Galeazzo e sob a supervisão do professor Anderson Garbuglio de Oliveira, conduziram a pesquisa analisando o transcriptoma do coral para identificar sequências de luciferases. Ao inserir o gene em bactérias, conseguiram produzir a enzima em laboratório, superando desafios que demandaram mais de um ano de testes.

Uma das descobertas mais intrigantes foi que, enquanto a pena-do-mar emitia uma luz verde quando estimulada, a AnmLuc purificada gerou luz azul. Isso sugere a existência de uma proteína fluorescente adicional no coral que reemite a luz na cor verde. Os pesquisadores agora buscam identificar essa proteína para entender melhor o sistema de bioluminescência.

As luciferases são amplamente utilizadas na pesquisa biomédica, permitindo a detecção de moléculas com alta sensibilidade. A nova enzima, que opera eficientemente em temperaturas baixas, pode impulsionar o desenvolvimento de sistemas biotecnológicos específicos para ambientes frios. Essa descoberta ressalta a riqueza do mar profundo brasileiro, que continua a oferecer novas oportunidades para a ciência e inovação.

Com a bioluminescência sendo comum em várias espécies marinhas, a AnmLuc representa um passo significativo na caracterização bioquímica de luciferases de corais de águas profundas. O estudo evidencia a necessidade de exploração contínua do oceano brasileiro, que promete revelar novas espécies e avanços científicos.

O projeto foi apoiado por diversas iniciativas da FAPESP, demonstrando a importância do financiamento à pesquisa científica no Brasil. Com mais expedições planejadas, os pesquisadores esperam continuar a descobrir as maravilhas do ambiente marinho e suas aplicações potenciais.

Resumo da Notícia

Pesquisadores da USP descobriram uma nova luciferase em um coral de mar profundo que emite luz azul em temperaturas próximas a 2 °C. A enzima, isolada da pena-do-mar Anthoptilum murrayi, pode abrir novas possibilidades para o desenvolvimento de biossensores e sistemas moleculares. O estudo revela a importância de sua adaptação ao ambiente extremo e o potencial inexplorado do mar profundo brasileiro.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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