Simpósio Internacional em Itatiba Reúne Jovens Líderes para Impulsionar Ciência nas Américas
O simpósio Connections to Sustain Science in Latin America Symposium 2026, realizado em Itatiba (SP), está promovendo um intercâmbio fundamental entre jovens cientistas de 17 países das Américas. O evento, que ocorre de 25 a 27 de agosto, visa criar redes de colaboração para abordar questões urgentes como mudanças climáticas, sustentabilidade e conservação dos oceanos.
Na abertura do simpósio, Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, destacou a importância de estabelecer conexões tanto intelectuais quanto humanas entre os participantes. Segundo ele, o futuro da ciência dependerá da capacidade de unir diferentes disciplinas e instituições em prol de soluções inovadoras. Zago enfatizou que a troca de ideias e experiências é vital para o progresso nas áreas científicas.
Um dos temas centrais do evento foi a preservação dos oceanos, abordado por Laure Zanna, professora da New York University. Ela apresentou sua pesquisa sobre a utilização de inteligência artificial para desenvolver modelos que simulam a dinâmica oceânica. Sua equipe criou a rede neural Samudra, que permite a emulação precisa de variáveis oceânicas, podendo prever condições climáticas futuras com eficiência e baixo custo.
Outro destaque foi a contribuição de Diva Amon, codiretora da SpeSeas, que compartilhou sua experiência em expedições científicas no oceano profundo. Amon criticou a prática da “ciência de paraquedas”, onde pesquisadores do Norte Global coletam dados no Sul sem a colaboração local, enfatizando a necessidade de parcerias equitativas para fomentar a pesquisa.
O simpósio também abordou a Amazônia e os desafios enfrentados para equilibrar a conservação ambiental com o bem-estar das comunidades locais. Sabina Ribeiro, da UFAC, discutiu o potencial das agroflorestas como uma solução sustentável que beneficia tanto a natureza quanto as populações que dependem da terra.
Fernando García Mendez, da North Carolina State University, apresentou dados sobre como as queimadas na Amazônia afetam não apenas o meio ambiente, mas também a saúde humana, sugerindo que essa abordagem pode ser uma estratégia eficaz de comunicação sobre a gravidade da questão.
A programação do simpósio abrangeu ainda diversos tópicos, incluindo o uso de inteligência artificial em biodiversidade, monitoramento de eventos climáticos extremos e apoio a povos indígenas. Com a união de jovens líderes da ciência, o evento busca não apenas discutir, mas também encontrar caminhos para um futuro sustentável na América Latina e Caribe.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.