Sessão de Escuta Apoia Mães Atípicas Servidoras da Sesau em MS
Um encontro promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reuniu servidoras mães atípicas em um momento especial de escuta e acolhimento. A atividade, realizada na área verde da Sesau, visou proporcionar um espaço seguro para que essas mães pudessem compartilhar suas experiências e desafios, muitas vezes marcados pela sobrecarga que a maternidade traz.
Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o evento focou na importância do autocuidado e na reflexão sobre as pressões que as mães enfrentam. A proposta não se limitou a palestras, mas buscou promover um diálogo aberto. Questões como culpa e autoexigência foram discutidas, levando as participantes a refletirem sobre suas próprias necessidades e o que deixaram de lado em prol do cuidado com os filhos.
As histórias compartilhadas durante o encontro revelaram a identificação entre as mães, que encontraram no relato de outras um espaço de acolhimento. Uma das servidoras expressou seu desejo, dizendo: "Meu sonho é que meu filho fale", evidenciando como essas experiências são profundamente significativas e como a troca de vivências pode trazer alívio emocional.
O único pai presente, Darllon Duarte, de 34 anos, também participou da conversa e trouxe à tona a importância de dividir responsabilidades familiares. Ele reconheceu que, embora a atenção muitas vezes recaia sobre as mães, os pais também devem estar envolvidos no processo de cuidado e desenvolvimento dos filhos, destacando a necessidade de um olhar mais amplo sobre a família.
A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, de 40 anos, compartilhou como a comunicação e a ressignificação da culpa têm sido essenciais em sua jornada como mãe de um menino com seletividade alimentar. Para ela, cada pequeno avanço do filho é uma grande vitória, e falar sobre as dificuldades ajuda a aliviar a carga emocional que muitas mães carregam.
Josimara Pasqualine, assistente social do CAPS AD IV, emocionou-se ao relatar sua experiência como mãe de um adolescente com necessidades especiais. Ela destacou a importância de ser acolhida enquanto mãe, e não apenas em seu papel profissional, ressaltando que momentos como esse são fundamentais para o fortalecimento emocional.
A psicóloga Leyisa Sena enfatizou que o objetivo do encontro é fortalecer vínculos e estimular o autocuidado das servidoras, mostrando que elas não precisam enfrentar os desafios da maternidade sozinhas. O Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA) foi mencionado como uma iniciativa da administração municipal para acolher e apoiar essas famílias, com informações disponíveis pelo telefone (67) 99179-5948.
Este encontro representa um passo importante na construção de uma rede de apoio para mães atípicas, oferecendo um espaço onde elas podem ser ouvidas e compreendidas, além de reforçar a importância de cuidados emocionais e psicológicos na maternidade.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.