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Sensor Vestível de Baixo Custo Monitora Fadiga Muscular em Atletas

Desenvolvido na UFSCar, dispositivo promete revolucionar o monitoramento esportivo com tecnologia não invasiva.

Sensor Vestível de Baixo Custo Monitora Fadiga Muscular em Atletas

A inovação traz um novo paradigma para o monitoramento de saúde e desempenho físico, tornando a avaliação de atletas mais acessível e prática. Isso pode transformar a forma como treinadores e profissionais de saúde acompanham a performance de seus atletas.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um sensor vestível inovador que promete transformar o monitoramento de desempenho esportivo. O dispositivo eletroquímico, que é de baixo custo e não invasivo, foi projetado para medir biomarcadores associados à fadiga muscular, especificamente o lactato presente no suor humano.

O lactato é um importante indicador fisiológico que auxilia na avaliação da intensidade do exercício e na recuperação física. Tradicionalmente, a medição desse composto requer a coleta de sangue, um processo invasivo e que pode ser desconfortável para os atletas. Com o novo sensor, os pesquisadores conseguiram criar uma alternativa que utiliza um material condutor em dispositivos flexíveis, permitindo uma análise mais prática e acessível.

O funcionamento do sensor se baseia na detecção de peróxido de hidrogênio, que é gerado quando o lactato do suor interage com o dispositivo. Essa abordagem não apenas facilita a medição, mas também abre portas para um monitoramento contínuo e em tempo real, essencial para atletas e profissionais de medicina esportiva.

A pesquisa, liderada pela doutoranda Rafaela Cristina de Freitas e supervisionada pelo professor Bruno Campos Janegitz, faz parte das atividades do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados da UFSCar, localizado no campus Araras. Segundo Janegitz, a combinação de flexibilidade, baixo custo e eficiência analítica é uma das principais inovações trazidas por esse estudo. "É possível produzir sensores vestíveis com materiais acessíveis e técnicas simples, mantendo a qualidade dos resultados", afirmou.

A aplicação futura desses sensores é promissora, com a expectativa de que possam ser incorporados diretamente à pele, facilitando o acompanhamento do desempenho físico de atletas de forma contínua. Essa tecnologia poderá beneficiar não apenas atletas e treinadores, mas também abrir novas possibilidades no monitoramento da saúde em geral.

Recentemente, o projeto foi reconhecido internacionalmente ao receber o Best Poster Prize durante o 20th International Conference on Electroanalysis (Eseac 2026), realizado em Lisboa, Portugal. Este congresso é um dos mais importantes na área de eletroquímica e dispositivos vestíveis, e o prêmio foi concedido pela revista científica Analytical and Bioanalytical Chemistry, da editora Springer, destacando a relevância e inovação do trabalho desenvolvido na UFSCar.

Resumo da Notícia

Pesquisadores da UFSCar criaram um sensor eletroquímico capaz de medir lactato no suor, um indicador de fadiga muscular. O dispositivo, que é flexível e de baixo custo, pode ser integrado à pele no futuro, permitindo monitoramento em tempo real. O projeto foi premiado em um congresso internacional e destaca a inovação no uso de materiais acessíveis para tecnologia esportiva.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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