São Paulo Inaugura Primeira Usina de Captura de Carbono do Brasil
O Estado de São Paulo está prestes a dar um passo importante rumo à sustentabilidade, com a construção da primeira usina brasileira voltada para a captura e armazenamento de carbono proveniente da produção de etanol de cana-de-açúcar. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas durante um evento em celebração à Semana do Meio Ambiente, onde foi assinado o termo de criação do Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio).
Esse novo centro, que será financiado pela FAPESP e sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), contará com a colaboração da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, da Petrobras, do Grupo São Martinho e do escritório Rolim Goulart Cardoso Advogados. O objetivo é estudar a viabilidade e planejar a implementação da usina, que promete transformar o etanol paulista em um combustível considerado 'carbono negativo'.
A tecnologia conhecida como BECCS (Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono) tem o potencial de reverter o balanço de emissões de gases do efeito estufa, ao capturar o CO₂ liberado durante a produção do etanol e armazená-lo no subsolo. Segundo Bruno Souza Carmo, professor da Poli-USP e diretor do CTCCSBio, essa prática poderá transformar a pegada de carbono do etanol, atualmente positiva, em negativa, beneficiando tanto o setor sucroenergético quanto o meio ambiente.
O projeto, que contará com um investimento total de R$ 30 milhões, será desenvolvido em duas fases ao longo de cinco anos. Na primeira fase, que durará dois anos, a equipe irá identificar locais adequados para a instalação da usina e avaliar a viabilidade econômica do projeto, considerando aspectos geológicos e de infraestrutura. A segunda fase se concentrará na efetiva construção e operação da usina.
Embora o Brasil já possua uma planta de captura e armazenamento de carbono no Mato Grosso, voltada para o etanol de milho, esta será a primeira dedicada ao etanol de cana. O governador Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da FAPESP no avanço científico e na promoção de práticas sustentáveis no Estado, enquanto a secretária da Semil, Natália Resende, destacou que o projeto está alinhado ao Plano de Ação Climática 2050, essencial para manter a competitividade do setor agroindustrial paulista diante das crescentes exigências ambientais globais.
A criação do CTCCSBio não apenas promete um avanço significativo nas práticas de sustentabilidade dentro da agricultura paulista, mas também pode abrir novas oportunidades econômicas através da monetização de créditos de carbono, um mercado em expansão que pode beneficiar diversos setores da economia.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.