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Crédito da imagem: © eukathlenromeu/Instagram

PMs condenados por fraude na cena do assassinato de Kathlen Romeu

Justiça do Rio impõe pena de 2 anos a policiais envolvidos em manipulação do local do crime

Impactos da condenação policial

A condenação dos policiais por manipulação da cena do crime reforça a importância da responsabilização em casos de violência policial, especialmente diante de denúncias que envolvem racismo e injustiça social. Essa decisão pode influenciar a confiança da população nas instituições de segurança e no sistema judicial, além de estimular debates sobre a necessidade de maior transparência e controle nas operações policiais.
Rio de Janeiro (RJ), 27/03/2025 - Kathen tinha 24 anos e estava grávida quando foi morta por um tiro no Complexo do Lins. Foto: eukathlenromeu/Instagram
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A Justiça do Rio de Janeiro condenou o sargento Rafael Chaves de Oliveira e os cabos Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salvian por fraudarem o local do assassinato da jovem Kathlen Romeu, em junho de 2021, na zona norte do Rio de Janeiro.

Eles receberam a pena de dois anos e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, e 15 dias-multa.

No entanto, a justiça concedeu a substituição condicional da pena pelo prazo de três anos. As condições serão fixadas pela Vara de Execuções Penais.

A decisão da Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça é decorrente de recurso do Ministério Público, após a absolvição dos três policiais militares, em agosto do ano passado, pela Justiça Militar.

Os policiais Rodrigo Frias e Marcos Salvian, acusados da morte de Kathlen Romeu, vão a júri popular, com data ainda a ser definida.

Em mensagem nas redes sociais, a mãe da jovem, Jackeline Oliveira, criticou a pena recebida pelos militares. 

"Carrego diariamente uma mochila pesada de dor, saudade, um tiro de fuzil eterno na alma e as marcas da injustiça, do racismo. Hoje, não está sendo diferente e recebo mais um tiro, quando o Tribunal Militar condena em ínfimo 2 anos e 15 dias EM REGIME ABERTO, os POLICIAIS ASSASSINOS DA MINHA FILHA E NETO, por fraude processual! Será que inocentes fraudam cenas? É tão difícil pra Justiça enxergar isso?', disse.

A modelo e design de interiores tinha 24 anos e estava grávida de quatro meses quando foi atingida por um tiro de fuzil no peito, durante uma operação policial, ao sair da casa da avó, no Complexo do Lins, na zona norte do Rio de Janeiro.

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Resumo da Notícia

Três policiais militares do Rio de Janeiro foram condenados por manipular a cena do assassinato da jovem Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, que foi morta durante uma operação policial na zona norte da cidade em 2021. O sargento Rafael Chaves de Oliveira e os cabos Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salvian receberam uma pena de dois anos e 15 dias em regime aberto, além de multa, mas tiveram a pena substituída condicionalmente por três anos. A decisão veio após recurso do Ministério Público, reverter a absolvição anterior da Justiça Militar. Os policiais acusados diretamente do homicídio vão a júri popular, com data ainda indefinida. A mãe de Kathlen, Jackeline Oliveira, criticou a sentença como insuficiente e destacou sentimentos de dor e injustiça diante do caso, que evidencia questões de racismo e violência policial.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.