Pesquisadora da UFSCar é premiada por estudos sobre viés racial
A pesquisadora Denise Passarelli, recém-doutorada em psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi laureada com quatro prêmios acadêmicos por suas investigações sobre viés racial. Os reconhecimentos, que incluem dois prêmios internacionais e dois nacionais, foram concedidos entre 2024 e 2025 e refletem a importância e qualidade de suas pesquisas, que contam com o apoio da FAPESP.
Os prêmios internacionais vieram da Association for Behavior Analysis International (ABAI), dos Estados Unidos, onde Passarelli explorou como identificar e intervir em vieses raciais em crianças e adultos. O primeiro prêmio foi recebido em maio de 2024, quando seu artigo “Using stimulus equivalence to reduce racial bias in children: Generalization and maintenance” ganhou destaque no concurso do Grupo de Interesse Especial em Análise Experimental do Comportamento Humano (EAHB-SIG). Neste estudo, ela analisou se uma tarefa de computador poderia ensinar crianças de 6 anos a associar rostos negros a símbolos positivos, modificando suas interações com bonecas de diferentes tons de pele.
O segundo reconhecimento internacional aconteceu em maio de 2025, com o artigo “Mitigating racial bias in a caucasian sample using a prophylactic functional response class training method”, que venceu na categoria Contribuições Acadêmicas para Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Este estudo envolveu um jogo de computador que simula decisões em situações de risco, mostrando que treinamentos associativos podem tanto induzir quanto reduzir preconceitos raciais.
No cenário nacional, Denise Passarelli também foi agraciada com dois prêmios. O primeiro, o 3º Prêmio Jonathas Salathiel de Psicologia e Relações Raciais, foi concedido pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) em agosto de 2025. O artigo premiado, “Relações raciais e análise experimental do comportamento: contribuições para uma sociedade antirracista”, sintetiza várias pesquisas que identificam comportamentos ligados ao preconceito e estratégias para mitigá-los.
Em dezembro de 2025, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) destacou seu trabalho “Reescrevendo relações: modelo interventivo baseado em evidências para enfrentamento do preconceito racial na infância” na 3ª edição do Prêmio Profissional Virgínia Bicudo, que se concentra em intervenções com crianças em escolas públicas.
Para Passarelli, além da validação do seu trabalho, essas premiações desempenham um papel crucial na divulgação de suas pesquisas. "É fundamental que comunidades fora do campo da análise do comportamento conheçam nossos achados", afirma. A pesquisadora ressalta também a importância de participar de concursos, mesmo sem a garantia de vitória, pois os feedbacks recebidos ajudam a aprimorar seus manuscritos. Com os prêmios, ela sente que seu trabalho está seguindo a direção certa e contribui para um debate essencial sobre racismo e inclusão.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.