Saúde e Bem-Estar Brasil

Pesquisa mapeia genética do tabagismo em populações latino-americanas

Estudo da Unifesp e Yale recruta coortes para identificar variantes genéticas ligadas ao hábito de fumar

Avanço na Pesquisa do Tabagismo

Entender as variantes genéticas do tabagismo em populações latino-americanas pode aprimorar estratégias de saúde pública, tornando intervenções mais eficazes e personalizadas. Essa abordagem amplia a representatividade genética, possibilitando políticas de prevenção e tratamento adaptadas às especificidades regionais, com potencial impacto positivo na redução do consumo de tabaco e nas doenças relacionadas.



Levantamento inclui coortes de 12 países, incluindo o Brasil (imagem: Wirestock/Freepik)





Tabagismo


Estudo busca identificar novas variantes genéticas associadas ao tabagismo em populações latino-americanas




11 de fevereiro de 2026





Pesquisa da Unifesp em parceria com a Yale University, dos Estados Unidos, está recrutando pesquisadores com coortes que tenham dados de genotipagem e fenótipos



Agência FAPESP – Já é consenso entre os cientistas que o hábito de fumar não representa apenas uma escolha social; a genética influencia entre 40% e 75% desse comportamento. O problema é que a maioria das pesquisas na área é feita com dados de indivíduos de ascendência europeia. Buscando mudar esse cenário, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Yale University (Estados Unidos) estão conduzindo um projeto focado no mapeamento da arquitetura genética do hábito de fumar em populações da América Latina. Para isso, estão recrutando pesquisadores com coortes que tenham dados de genotipagem ou sequenciamento e de fenótipos associados ao tabagismo.



A investigação é conduzida por Rafaella Ormond, bolsista da FAPESP e doutoranda da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Unifesp, sob orientação de Marcos Santoro, em colaboração com pesquisadores da Yale University. Dados preliminares foram descritos em artigo no periódico European Neuropsychopharmacology.



Segundo os autores, apesar dos avanços recentes, os estudos de associação genômica ampla (GWAS, na sigla em inglês) ainda são pouco explorados em certas populações, particularmente na América Latina. O projeto em andamento objetiva desenvolver um plano de análise para caracterizar a arquitetura genética de 11 fenótipos relacionados ao tabagismo, conduzindo metanálises de GWAS em populações latino-americanas e apresentando resultados preliminares. Foi desenvolvido um plano de análise padronizado e fluxos de trabalho para harmonização de fenótipos e análise genética em múltiplas coortes, aplicando métodos que consideram a complexa diversidade genética na América Latina.



O estudo inclui coortes de 12 países, incluindo o Brasil.



“Buscamos expandir a participação de coortes do Brasil. Para isso, convidamos pesquisadores que possuam dados genéticos e fenótipos relacionados ao fumo a integrarem essa colaboração”, diz Ormond à Agência FAPESP.



O trabalho teve origem durante o estágio de pesquisa no exterior da estudante na Yale University, com bolsa FAPESP.



Os interessados em participar devem entrar em contato com Ormond pelo e-mail [email protected].



O artigo Mapping the genetic architecture of smoking behavior in Latin American populations pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0924977X25003104.

Resumo da Notícia

Um projeto conjunto entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Yale University busca desvendar as variantes genéticas relacionadas ao tabagismo em populações da América Latina, incluindo o Brasil. Reconhecendo que o comportamento de fumar é influenciado por fatores genéticos entre 40% e 75%, o estudo pretende superar a limitação dos dados focados em ascendência europeia, incorporando coortes de 12 países latino-americanos. A pesquisa desenvolveu um plano padronizado para análise genética e harmonização de dados fenotípicos, visando caracterizar 11 aspectos do tabagismo por meio de metanálises genômicas. Pesquisadores que disponham de dados genotípicos e fenotípicos associados ao hábito de fumar são convidados a colaborar. Os resultados preliminares já foram publicados em periódico internacional, reforçando a importância de ampliar o conhecimento sobre as bases biológicas do tabagismo em contextos genéticos diversos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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