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Crédito da imagem: © ARQUIVO/Antônio Cruz/Agência Brasil

Organizações alertam para retrocessos ambientais no Congresso em 2026

Agenda Legislativa 2026 reúne quase 50 propostas que ameaçam direitos socioambientais no Brasil

Riscos à Proteção Ambiental

A aprovação das propostas destacadas pode comprometer a preservação ambiental e os direitos dos povos indígenas, afetando diretamente a biodiversidade e a justiça social. Isso pode resultar em maior degradação dos recursos naturais, impactos negativos no clima e conflitos fundiários, com consequências econômicas e sociais para toda a população.
Brasília (DF), 20/09/2023, Lideranças indígenas fazem passeata contra marco temporal na Esplanada dos Ministérios. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
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A rede de organizações socioambientais Observatório do Clima lançou nesta quarta-feira (4), a Agenda Legislativa 2026 com uma análise das principais propostas que tramitam no Congresso Nacional e representam uma ameaça de dano socioambiental.

Também chamada de Pacote da Destruição, a agenda inclui quase 50 projetos de lei (PLs) e propostas de emenda à Constituição (PECs).

“O Congresso Nacional vem a cada ano fracionando o Pacote da Destruição em muitas proposições, com ataques permanentes à legislação que protege os direitos socioambientais e o clima”, destaca a coordenadora do políticas públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo.

O Pacote da Destruição construído por 161 organizações sociais também aponta a tramitação das proposições e mostra que 75% das pautas consideradas negativas tiveram alguma movimentação ao longo de 2025.

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Projetos

São propostas legislativas como o chamado Marco Temporal (PEC 48/2023), que estabelece a demarcação de terras indígenas somente em áreas ocupadas ou sob disputa na data da promulgação da Constituição (5 de outubro de 1988). A proposta foi aprovada pelo Senado, em dezembro de 2025, e aguarda apreciação na Câmara dos Deputados.

Aparecem também na agenda os projetos de lei 510/2021 e 2633/2020 que flexibilizam as normas sobre regularização fundiária e podem facilitar a grilagem de terras públicas. E ainda o PL 2374/2020, que estende a regularização de reserva legal desmatada de 2008 para 2012.

De acordo com os representantes das 161 organizações socioambientais e institutos de pesquisa, o objetivo do documento é mobilizar a população para que cobrem dos representantes no Congresso Nacional o bloqueio de retrocessos na legislação brasileira que representem riscos climáticos, sociais e jurídicos para a população, na forma de violência ou ameaça aos povos tradicionais e contra o meio ambiente.

“Os retrocessos recentes e os projetos em tramitação integram uma agenda estruturada de enfraquecimento da proteção ambiental, com redução de salvaguardas, fragilização do licenciamento e incentivo à grilagem de terras públicas. Em ano eleitoral, o risco é que esse processo avance de forma ainda mais acelerada.”, diz a especialista de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Clarissa Presotti.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso Nacional, deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) agradeceu a união dos diversos setores sociais e o esforço de colocar no centro dos debates políticos a agenda socioambiental.

“É responsabilidade de todos nós fazermos esse debate na sociedade. Fazer com que esta agenda de fato seja um debate permanente e que não fique restrito ao Congresso Nacional”, afirmou.

Na avaliação do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) a Agenda Parlamentar 2026 do Observatório do Clima será um documento fundamental para reunir esforços em torno de pautas positivas, pelo compromisso contra a devastação ambiental e de contenção do colapso climático.

“Há uma percepção da população de que muitas pautas votadas aqui são contra os interesses públicos. É preciso reverter isso com o nosso empenho e luta e, quem sabe, o compromisso eleitoral deixe as pessoas menos focadas de forma extrema em causar devastação e um desmonte das legislações”

>>Acesse conteúdo completo da Agenda Parlamentar do Observatório do Clima.

Resumo da Notícia

A rede Observatório do Clima divulgou a Agenda Legislativa 2026, destacando cerca de 50 projetos de lei e emendas que colocam em risco a proteção ambiental e os direitos dos povos tradicionais no Brasil. Entre as propostas preocupantes está a PEC do Marco Temporal, que limita a demarcação de terras indígenas, além de medidas que facilitam a regularização fundiária e a grilagem de terras públicas. As 161 organizações envolvidas alertam para o avanço desses retrocessos em ano eleitoral, o que pode agravar danos socioambientais e climáticos. Parlamentares de diferentes partidos reforçam a importância do debate público e do compromisso político para barrar tais iniciativas e fortalecer a legislação ambiental brasileira.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.