OIT alerta para aumento alarmante do desemprego juvenil global em 2025
O desemprego juvenil global está em ascensão, conforme apontado pelo novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Publicado no Dia Internacional da Juventude, o estudo revela que a taxa de desemprego juvenil alcançou 12,4% em 2025, o que equivale a 67 milhões de jovens entre 15 e 24 anos sem emprego.
Os dados alarmantes mostram que, além do aumento do desemprego, 257 milhões de jovens estão fora do mercado de trabalho e de programas de educação e capacitação profissional. O relatório destaca que as economias de renda mais elevada registraram algumas das maiores altas nas taxas de desemprego juvenil, frustrando as aspirações de muitos jovens que buscam iniciar suas carreiras.
Entre 2023 e 2025, o desemprego juvenil cresceu em oito das 11 sub-regiões do mundo, impulsionado por fatores como a desaceleração do crescimento econômico e as tensões geopolíticas. O diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo, enfatizou a importância de criar empregos decentes para os jovens, alertando que uma geração sem acesso a trabalho de qualidade compromete não apenas o futuro deles, mas também a produtividade e a coesão social dos países.
Na América do Norte, por exemplo, o desemprego juvenil saltou de 8,3% em 2023 para 9,8% em 2025, enquanto na Europa, muitos países viram uma redução nas oportunidades de emprego para os jovens. O desaparecimento de empregos que requerem qualificações de nível intermediário, como funções administrativas, tem dificultado a entrada dos jovens no mercado.
As economias em desenvolvimento enfrentam um desafio ainda maior, com a maioria dos jovens trabalhadores em empregos informais, que oferecem poucos benefícios e segurança. A OIT destaca a África Subsaariana como uma região crítica, onde a falta de empregos decentes e a pressão demográfica resultam em um aumento do número de jovens afastados do mercado de trabalho.
O impacto da transformação tecnológica, especialmente com os avanços da inteligência artificial, também foi abordado no relatório. Estima-se que 6,1% dos empregos dos jovens estejam em áreas altamente suscetíveis a mudanças tecnológicas. A OIT alerta que, embora a demanda por ocupações técnicas esteja crescendo, é crucial que os jovens tenham acesso a qualificações que atendam às novas exigências do mercado.
Para enfrentar esses desafios, o relatório propõe uma série de medidas, como a implementação de políticas centradas nas pessoas para a governança da inteligência artificial e o fortalecimento dos serviços de emprego. Também é essencial garantir direitos trabalhistas e expandir a proteção social para os jovens, especialmente em situações vulneráveis. A OIT conclui que o foco deve ser não apenas em criar mais empregos, mas em garantir que esses empregos proporcionem segurança e dignidade, permitindo uma transição bem-sucedida para a vida adulta.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.