Novo método reduz custo e acelera produção de ânodo para hidrogênio verde
Pesquisadores do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) desenvolveram um novo método que promete acelerar e baratear a produção de ânodos, peças essenciais nos eletrolisadores utilizados na geração de hidrogênio verde. O ânodo, que atua na separação do oxigênio durante o processo eletrolítico, é crucial para a eficiência e sustentabilidade da produção de hidrogênio.
A inovação consiste em um substrato de titânio revestido por uma combinação de óxidos de rutênio e manganês, que garante alta durabilidade e atividade catalítica. A pesquisa, que foi publicada no periódico científico Electrochimica Acta, explorou diferentes proporções de óxidos e três métodos de tratamento térmico: forno convencional, micro-ondas e laser. Os resultados mostraram que as técnicas de micro-ondas e laser não apenas diminuem o tempo de fabricação, mas também resultam em ânodos com melhor desempenho.
O professor Elton Sitta, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e líder do projeto, enfatiza que a escolha do método de aquecimento influencia significativamente as propriedades dos ânodos. Testes foram realizados em condições típicas de eletrolisadores PEM, reconhecidos por sua capacidade de produzir hidrogênio de baixo carbono, além de experimentos em água do mar, uma abordagem que pode diminuir o uso de água potável.
Os resultados foram promissores, mostrando que os ânodos fabricados com os novos métodos são particularmente estáveis e ativos, essenciais para aplicações futuras em ambientes ácidos e com água do mar. Essa pesquisa foi realizada em colaboração com a Universidade Tiradentes (Unit), em Sergipe, o que permitiu a combinação de expertises e recursos necessários para um estudo abrangente.
Os pesquisadores acreditam que a utilização de métodos alternativos pode tornar a produção de ânodos mais rápida e competitiva economicamente. O aquecimento por micro-ondas, em particular, se destaca por sua adaptabilidade a processos industriais em larga escala, enquanto o uso de laser pode ser vantajoso em sistemas automatizados.
Este avanço ocorre dentro do projeto Hidrogênio de Baixo Carbono do CINE, que envolve diversas universidades e é apoiado pela FAPESP e pela Shell. Com a crescente demanda por soluções sustentáveis, inovações como essa são vitais para a transição energética e a produção de hidrogênio verde no Brasil e no mundo.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.