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Novo método eficiente elimina coral-sol invasor em São Paulo

Pesquisa da Unifesp utiliza jateamento de ar comprimido para combater espécies ameaçadoras à biodiversidade marinha.

Novo método eficiente elimina coral-sol invasor em São Paulo

A eficiência do novo método pode transformar a forma como lidamos com espécies invasoras, protegendo ecossistemas marinhos em todo o Brasil. Com a crescente ameaça de corais invasores, essa técnica apresenta-se como uma alternativa viável para a conservação da biodiversidade.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) testaram com sucesso um novo método para combater o coral-sol, uma espécie invasora que ameaça a biodiversidade das águas brasileiras. Utilizando jateamento de ar comprimido, a equipe conseguiu remover o tecido vivo de colônias de coral-sol no arquipélago de Alcatrazes, uma área protegida no litoral norte de São Paulo, sem que houvesse regeneração das colônias, ao contrário do que ocorre com a remoção mecânica tradicional.

O estudo, publicado na revista Ecological Solutions and Evidence, revela que o jateamento pode ser uma alternativa mais prática e eficaz para o manejo do coral-sol, especialmente em locais de difícil acesso. Com o novo método, os pesquisadores eliminaram tecidos vivos que poderiam regenerar, um problema comum na remoção física, onde mergulhadores utilizam ferramentas como marretas e talhadeiras para destacar as colônias do substrato marinho.

O jateamento de ar comprimido é feito com uma pistola acoplada a um cilindro de ar, semelhante ao equipamento utilizado pelos mergulhadores. Ao acionar a pistola próximo às colônias, o jato remove o tecido mole do coral, deixando apenas seu esqueleto poroso, que pode ser rapidamente colonizado por espécies nativas.

Gustavo Piazzaroli, primeiro autor do estudo, destacou que o novo método evita a fragmentação das colônias, um fator que poderia levar à sua propagação involuntária. Além disso, a técnica elimina a necessidade de transportar as colônias removidas, que no método tradicional precisam ser tratadas fora da água. O esqueleto, ao ser deixado no ambiente, contribui para o ecossistema local.

A ideia de usar ar comprimido surgiu durante mergulhos de Guilherme Pereira-Filho, coordenador do estudo. Ele percebeu que bolhas de ar liberadas por mergulhadores causavam um efeito de branqueamento nas colônias. Com isso, os pesquisadores começaram a investigar a viabilidade do jateamento como método de remoção de corais invasores.

O experimento foi realizado em 48 colônias de coral-sol, sendo que outras 14 não foram tratadas para comparação. Após o jateamento, a área ocupada pelas colônias invasoras diminuiu, enquanto o número de colônias aumentou em ambas as áreas. No entanto, a taxa de crescimento foi significativamente menor na área tratada com ar comprimido, que em 30 dias já tinha seus esqueletos colonizados por algas, dificultando a recolonização.

Os pesquisadores enfatizam que o método ainda é experimental e precisa ser escalado para áreas maiores, dado que o ar comprimido dos cilindros se esgota rapidamente. O grupo já discute novas parcerias para aplicar a técnica em escala, visando um impacto mais abrangente na luta contra a invasão de corais.

A pesquisa representa um avanço importante na preservação da biodiversidade marinha, especialmente em um momento em que as espécies invasoras se tornam uma ameaça crescente. Com a continuidade dos estudos, o jateamento de ar comprimido pode se tornar uma ferramenta crucial no manejo de ecossistemas marinhos no Brasil.

Resumo da Notícia

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram um novo método para remover o coral-sol, uma espécie invasora que prejudica a biodiversidade marinha no Brasil. Utilizando jateamento de ar comprimido, o estudo demonstrou que é possível eliminar tecido vivo de colônias de forma mais eficaz e sem a necessidade de remoção física, como ocorre em métodos convencionais. A pesquisa, realizada no arquipélago de Alcatrazes, promete ser uma solução prática para proteger áreas marinhas críticas contra a invasão desse coral.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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