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Novo material promete revolucionar microcircuitos fotônicos na faixa de terahertz

Iodeto de chumbo se destaca como alternativa acessível para circuitos que utilizam luz na transmissão de dados.

Novo material promete revolucionar microcircuitos fotônicos na faixa de terahertz

A inovação pode transformar a forma como os dados são transmitidos, aumentando a velocidade e eficiência dos dispositivos eletrônicos. O uso de luz em vez de eletricidade promete reduzir perdas energéticas e abrir caminho para circuitos mais sustentáveis.

Um estudo recente destaca o iodeto de chumbo (PbI₂) como um material promissor para a fabricação de circuitos fotônicos, que utilizam luz e vibrações mecânicas em vez de eletricidade para transmitir informações. Publicado na revista Nature Communications, a pesquisa foi realizada por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em colaboração com a Université de Lille, na França.

Esses circuitos atuam na faixa de terahertz, uma região do espectro eletromagnético entre o infravermelho e as micro-ondas, que é considerada estratégica para o desenvolvimento de tecnologias de comunicação de alta velocidade. Raul de Oliveira Freitas, coordenador do estudo, explica que enquanto as tecnologias atuais, como Wi-Fi e 5G, operam em frequências de alguns gigahertz, há um crescente interesse em explorar frequências na casa dos terahertz. Quanto maior a frequência, maior a capacidade de transmissão de dados.

O estudo revela que é possível criar cristais de iodeto de chumbo com alta qualidade utilizando métodos simples e acessíveis. Isso permite a construção de guias de onda para radiação na faixa de terahertz, com aplicações como ressonadores, divisores de feixe e moduladores, que alteram propriedades da luz para codificar informações. Essa inovação é especialmente interessante devido à habilidade do iodeto de chumbo de confinar luz em dimensões nanométricas, superando as limitações da óptica clássica.

A pesquisa também introduz o conceito de fônon-poláritons, quase-partículas que combinam vibrações atômicas com luz, permitindo que a luz seja manipulada em escalas muito menores do que seu comprimento de onda. Isso é possível graças a técnicas avançadas de microscopia que utilizam pontas metálicas nanométricas, que agem como antenas para promover um aumento no campo elétrico, permitindo um confinamento extremamente preciso da luz.

Outro aspecto significativo do iodeto de chumbo é sua sustentabilidade. Ao contrário do nitreto de boro hexagonal, um material difícil de sintetizar, o iodeto de chumbo pode ser produzido a partir de elementos abundantes e acessíveis. A sua produção é simples e pode ser realizada em laboratórios comuns, o que o torna uma opção viável e econômica para futuras pesquisas e aplicações.

Os pesquisadores do CNPEM planejam expandir suas instalações para explorar ainda mais o potencial do iodeto de chumbo e materiais semelhantes na faixa de terahertz. Uma nova linha de pesquisa, chamada Tatu, será implantada para investigar as propriedades desses materiais, ampliando o leque de possibilidades para circuitos fotônicos.

Embora o estudo ainda esteja em uma fase inicial de pesquisa fundamental, as expectativas são altas. A comunidade científica acredita que, no futuro, circuitos fotônicos podem se tornar uma realidade no cotidiano, oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente para a transmissão de dados em dispositivos eletrônicos.

Resumo da Notícia

Pesquisadores do CNPEM e da Université de Lille publicaram um estudo que revela o potencial do iodeto de chumbo na criação de circuitos fotônicos. Esses novos microcircuitos, que operam na faixa de terahertz, têm a capacidade de transmitir informações de forma mais rápida e eficiente do que os sistemas eletrônicos atuais. O uso deste material barato pode viabilizar aplicações em tecnologia de comunicação de alta velocidade, sinalizando um avanço significativo na área.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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