Cidadania Mato Grosso do Sul

MP de Minas alerta pais sobre riscos de expor filhos nas redes sociais

Ministério Público de Minas Gerais recomenda cuidado com fotos e dados escolares para proteger menores de golpes e crimes

Segurança Digital Infantil

A recomendação para evitar a exposição de informações escolares nas redes sociais visa reduzir riscos de crimes cibernéticos que podem afetar diretamente crianças e suas famílias. Essa orientação reforça a necessidade de práticas digitais responsáveis, protegendo a privacidade e prevenindo prejuízos emocionais e financeiros decorrentes de golpes e ameaças virtuais.

O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) alerta os pais para não publicarem fotos dos filhos com uniforme da escola. O órgão esclarece que a exposição da rotina das crianças em redes sociais deve ser evitada.

Informações como o nome da escola onde o menor estuda, os cursos que frequenta, podem ser úteis para bandidos que se dedicam a elaborar trotes de sequestro ou mesmo para aqueles que estão em busca de vítimas para sequestrar.

O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles, disse nesta segunda-feira (9) à Agência Brasil que o alerta visa conscientizar pais e responsáveis sobre a gravidade do costume.

“A maioria dos crimes cometidos pela internet não é crime cibernético. Não é cometida mediante atitudes tecnológicas. Essa superexposição fornece mais detalhes da vida das pessoas”, explica o promotor.

De acordo com Salles, a chamada engenharia social é a mais famosa manipulação. “Essa exposição fornece informações preciosas aos criminosos, no sentido de que vão saber qual é a rotina, onde a criança estuda, para onde vai, os locais onde os pais vão estar em determinados horários”.

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Limites

André Salles sustentou que esse tipo de exposição deve ser evitado. As crianças devem obedecer a critérios nas redes sociais, atendendo a limites impostos pelos pais e responsáveis. E mesmo que postem fotos ou dados, os pais devem limitar quem terá acesso a essas informações.

“Porque essas informações são valiosas para bandidos quando vão elaborar seus golpes”.

O promotor advertiu que esses bandidos podem estabelecer uma relação de confiança, anunciando-se como outras pessoas, por exemplo um diretor de escola ou gerente de banco, de modo que a armadilha fica mais crível para a vítima do golpe que é armado a partir das próprias informações fornecidas nas redes sociais.

O MPMG tem feito campanhas para reduzir a exposição das pessoas nas redes sociais, principalmente de crianças e adolescentes, em relação a golpes e a crimes pessoais, como montagem de foto, que afetam vítimas de todas as idades.

O objetivo é conscientizar a população para aumentar o controle, “que deve ser reforçado”, e qual é o limite para divulgação do trabalho das pessoas na internet. “Qualquer informação serve como identidade”, alertou. O Gaeciber tem feito campanhas também para o público interno do MPMG, com a mesma finalidade de conscientização dos funcionários do órgão.

Uso responsável

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024 mostram que 94% dos brasileiros estão ligados à internet. É preciso, entretanto, que essa população se conscientize do uso responsável da internet, ponderou o promotor de Justiça. O Gaeciber está sempre realizando trabalho de prevenção e conscientização quanto aos cuidados e atenção referentes aos crimes nas redes sociais.

Foi criada recentemente uma “força tarefa para evitar golpes no pagamento do IPVA e também para falar de repressão, que tem obtido condenações”. No ano passado, a força tarefa obteve condenações superiores a 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e a mais de 12 anos para crimes de extorsão. “Isso demonstra que esses fatos são muito graves”, concluiu André Salles. 

Resumo da Notícia

O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Gaeciber, orienta pais a evitarem publicar fotos dos filhos com uniformes escolares e divulgar informações sobre a rotina escolar nas redes sociais. A exposição pode facilitar ações criminosas como trotes de sequestro e golpes baseados em engenharia social, que exploram dados pessoais para enganar vítimas. O promotor André Salles destaca a importância de limitar o acesso às postagens e reforçar o controle parental para proteger crianças e adolescentes. Com 94% da população brasileira conectada à internet, o órgão intensifica campanhas de prevenção contra crimes virtuais, incluindo golpes financeiros e crimes sexuais, demonstrando a gravidade das infrações e a necessidade de uso consciente da internet.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.