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Laboratório de Guangzhou busca parcerias com instituições paulistas

Cientistas chineses visitam São Paulo para fortalecer cooperação em pesquisa sobre doenças respiratórias

Parceria internacional em saúde

A cooperação entre instituições brasileiras e chinesas pode acelerar o desenvolvimento de soluções eficazes contra doenças pulmonares infecciosas, promovendo avanços em diagnósticos, vacinas e tratamentos. Essa colaboração internacional fortalece a capacidade científica local e contribui para respostas mais rápidas e eficientes a pandemias, beneficiando diretamente a saúde pública e a segurança global.



Os cientistas apresentaram uma visão panorâmica do modelo chinês e de como a instituição se estruturou para avançar com rapidez no aprimoramento do diagnóstico de doenças respiratórias (foto: Helo Reinert/Agência FAPESP)





Cooperação internacional


Laboratório Nacional de Guangzhou busca novas parcerias com instituições paulistas




11 de março de 2026





Cientistas da instituição visitaram a FAPESP para conhecer os programas da Fundação



Helo Reinert | Agência FAPESP – Uma delegação chinesa vinculada ao Laboratório Nacional de Guangzhou veio a São Paulo para prospectar futuras parcerias com instituições de pesquisa, principalmente na área de doenças infecciosas do pulmão. O grupo composto por sete cientistas foi recebido pelo gerente da Assessoria de Relações Institucionais da FAPESP, Raul Machado, e integrantes da Diretoria Científica da Fundação no dia 3 de março.



Os cientistas apresentaram uma visão panorâmica do modelo chinês e de como a instituição se estruturou para avançar com rapidez no aprimoramento do diagnóstico das doenças respiratórias, no desenvolvimento de remédios e vacinas e na produção e análise de dados.



O assessor da DC, Niels Olsen Saraiva Câmara, detalhou os principais programas de apoio da Fundação destinados a parcerias com pesquisadores ou instituições internacionais.



Entre os programas da Fundação, o gerente da Assessoria de Relações Institucionais destacou o Centro Internacional de Pesquisa (CIP), que tem conseguido atrair instituições científicas de renome mundial para São Paulo em parceria com universidades e institutos de pesquisa paulista.



O vice-diretor-geral do Laboratório de Guangzhou, Xinwen Chen, mostrou interesse em seguir esse caminho. “Fortalecer a cooperação científica é muito importante para nós. Esperamos que, no futuro, possamos nos unir a uma instituição paulista e formar um CIP”, disse.



A China tem pressa. Segundo a vice-diretora do Departamento de Cooperação e Intercâmbio, Lulu Zhao, o hub de controle de doenças respiratórias e preparação para pandemias tem a missão de acelerar a inovação para promover saúde pública. Para isso, investe tanto em pesquisa básica quanto aplicada, bioengenharia, medicina clínica e análise de dados.



O pesquisador Edison Durigon resumiu o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), especializado em epidemiologia e caracterização molecular dos vírus respiratórios.



A pesquisa do ICB despertou a curiosidade do cientista Deyn Guo, fundador de uma spin-off que opera dentro do laboratório. O pesquisador fez perguntas sobre a frequência e a rapidez no sequenciamento genético de vírus e se colocou à disposição para conversas futuras.



“Uma parceria entre essa empresa chinesa, que faz uma ciência séria, a USP e o Butantan com certeza vai gerar bons frutos”, disse Durigon.



“Ao unir na área respiratória doenças infecciosas e câncer do pulmão, essa empresa, que tem grande potencial científico e tecnológico, apresenta um modelo diferente que chama a nossa atenção”, destacou o diretor do Laboratório Multipropósito do Butantan, Renato Astray. “Do ponto de vista da colaboração institucional, o Butantan tem muito interesse na questão da inovação em relação a vacinas e tratamentos de doenças emergenciais”, afirmou.

Resumo da Notícia

Uma delegação do Laboratório Nacional de Guangzhou esteve em São Paulo para explorar colaborações com instituições locais na área de doenças infecciosas pulmonares. Durante a visita, os pesquisadores apresentaram o modelo chinês de avanços rápidos em diagnóstico, desenvolvimento de medicamentos e análise de dados, além de demonstrar interesse em criar um Centro Internacional de Pesquisa em parceria com universidades e institutos paulistas. A cooperação visa acelerar inovações para a saúde pública, especialmente em prevenção e combate a pandemias. Pesquisadores brasileiros do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e do Instituto Butantan destacaram o potencial científico e tecnológico da colaboração, que pode unir esforços em virologia, vacinas e tratamentos emergenciais. A iniciativa reforça o compromisso de ambos os países em fomentar a pesquisa e inovação para enfrentar desafios globais em saúde.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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