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Crédito da imagem: © Bruno Peres/Agência Brasil

Governo revoga alta de imposto para smartphones e eletrônicos importados

Após críticas, alíquotas voltam ao patamar anterior para 15 produtos de informática e bens de capital

Impacto nas tarifas eletrônicas

A reversão do aumento nas tarifas de importação para eletrônicos protege o acesso a produtos essenciais com preços mais estáveis, beneficiando consumidores e setores industriais que dependem de equipamentos importados. A manutenção das alíquotas atuais também contribui para a competitividade das empresas, evitando pressões inflacionárias e impactos negativos na cadeia produtiva nacional.
Brasília (DF), 27/01/2025 - Crianças com perfil aberto em redes sociais. Ian Fernandes de Alencar. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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Após repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês.

A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações.

Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil.

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Smartphones 

Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais.

Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%).

Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex.

Desgaste político

O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados.

No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação.

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano.

Pressão 

Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor.

Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários.

Resumo da Notícia

O governo federal decidiu cancelar o aumento das tarifas de importação sobre smartphones, notebooks e outros produtos eletrônicos, revertendo a medida anunciada no início do mês. A decisão, aprovada pela Camex, mantém a alíquota de 16% para smartphones e notebooks e zera a tarifa para 105 itens classificados como bens de capital, usados na produção industrial. A alteração visa atender a pedidos de empresas e preservar a competitividade ao assegurar que produtos sem similar nacional continuem beneficiados pelo mecanismo de ex-tarifário. A medida inicial, que atingia cerca de 1,2 mil itens, enfrentou forte oposição política e receio de impacto nos preços ao consumidor. O governo argumentava que a alta protegeria a indústria local e corrigiria distorções, prevendo arrecadação significativa para os próximos anos. Com a decisão, as tarifas mais elevadas não foram efetivadas e a isenção para os produtos contemplados será mantida por 120 dias, podendo ser revista em futuras reuniões do comitê responsável pelas políticas tarifárias.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.