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Genética Forense Revela Tráfico Internacional de Vida Marinha no Brasil

Pesquisadores identificam espécies de pepinos-do-mar e bexigas natatórias em apreensões no Aeroporto de Guarulhos.

Genética Forense Revela Tráfico Internacional de Vida Marinha no Brasil

Essa descoberta é crucial para a conservação marinha, pois revela a magnitude do tráfico de espécies vulneráveis e a importância de ações coordenadas para proteger a biodiversidade.

Pesquisadores da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (FC-Unesp) em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desvendam um esquema de tráfico internacional de vida marinha a partir de análises de DNA. Em apreensões realizadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram encontradas bexigas natatórias desidratadas de peixes amazônicos, além de milhares de pepinos-do-mar secos, com destino a mercados na China, Estados Unidos, Reino Unido e Itália.

As amostras apreendidas apresentavam dificuldades para identificação, dado o estado de conservação. No entanto, análises genéticas permitiram determinar com precisão as espécies em questão: Holothuria grisea e Isostichopus badionotus, que são comuns na costa brasileira. Esses achados foram relatados em artigos nas revistas Forensic Science International: Reports e Scientific Reports.

Os pepinos-do-mar, frequentemente ignorados em termos de conservação, são fáceis de capturar nas regiões costeiras. Apesar de a IUCN listar algumas dessas espécies como “menos preocupantes”, dados sobre sua população são escassos. O estudo enfatiza a preocupação com o declínio de suas populações, uma vez que as amostras analisadas demonstraram um aumento no tráfico, evidenciando a exploração excessiva dos estoques naturais.

Além disso, as bexigas natatórias, que são retiradas de espécies amazônicas, têm um alto valor comercial, chegando a R$ 3 mil por quilo no Pará. O uso deste material se estende desde a indústria alimentícia até a medicina tradicional na China. A exportação é permitida desde que as regulamentações sejam seguidas, mas a maioria das cargas apreendidas não apresentava a documentação necessária.

Para identificar as espécies, os pesquisadores utilizaram um trecho específico do genoma conhecido como COI, que serve como um “código de barras” para cada espécie. Essa técnica foi fundamental, especialmente considerando que as amostras de pepinos-do-mar estavam completamente desidratadas.

A pesquisa ressalta a importância de um monitoramento contínuo sobre o comércio de espécies marinhas e a criação de bancos de dados genéticos. Os pesquisadores também alertam para a necessidade de esforços conjuntos entre governos, organizações de conservação e comunidades locais para proteger essas espécies ameaçadas.

Os resultados dos estudos podem ser acessados nas publicações disponíveis nas revistas científicas, que detalham as metodologias utilizadas e as implicações para a conservação marinha.

Resumo da Notícia

Uma colaboração entre a Unesp e o Ibama utilizou análises de DNA para identificar espécies apreendidas em cargas ilegais no Aeroporto de Guarulhos. Pepinos-do-mar e bexigas natatórias de peixes amazônicos estavam sendo exportados irregularmente para países como Hong Kong e Itália. A pesquisa destaca a necessidade urgente de monitoramento e conservação dessas espécies, que enfrentam riscos significativos devido à exploração comercial.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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