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Florestas Primárias da Amazônia: Guardiãs da Biodiversidade Apesar dos Impactos

Estudo revela que florestas intactas ainda são mais ricas em espécies do que as regeneradas após desmatamento.

Florestas Primárias da Amazônia: Guardiãs da Biodiversidade Apesar dos Impactos

A proteção das florestas primárias é crucial para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na Amazônia. Sem essa preservação, o equilíbrio ecológico da região pode ser severamente comprometido.

Um recente estudo conduzido por uma equipe de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido trouxe à tona a importância das florestas primárias na Amazônia, mesmo quando estas sofrem impactos como queimadas e corte seletivo. As florestas que nunca foram desmatadas continuam sendo as mais ricas em biodiversidade, abrigando uma diversidade de espécies superior àquelas que se regeneraram após desmatamento total.

A pesquisa, publicada na revista Global Change Biology, analisou cerca de 55 mil árvores em áreas do Pará, nos municípios de Paragominas e Santarém. Os cientistas classificaram as florestas em quatro tipos: primárias sem distúrbios, primárias com corte seletivo, primárias afetadas por queimadas e florestas secundárias resultantes de desmatamento completo. Ao comparar essas áreas, foi possível observar que as florestas primárias – mesmo degradadas – mantêm uma quantidade de espécies significativamente maior do que as florestas secundárias, que levam séculos para se recuperar plenamente.

A equipe de pesquisadores, liderada por Cássio Alencar Nunes, da Universidade de Lancaster, destacou que 55% da variação na diversidade de espécies pode ser atribuída às atividades humanas. Além disso, os dados mostraram que apenas 5% das variações na composição das comunidades de árvores estão relacionadas às metodologias usadas para medir a diversidade.

O estudo também salienta a necessidade urgente de frear o avanço do desmatamento e proteger as florestas primárias. Embora áreas desmatadas possam ser recuperadas, a riqueza de biodiversidade das florestas originais não é totalmente restabelecida nas florestas secundárias, o que torna a conservação das florestas primárias ainda mais vital.

Durante a Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém no final de 2025, foi criado um fundo global para a conservação das florestas tropicais, conhecido como TFFF. Os pesquisadores defendem que mecanismos financeiros como esses são essenciais para assegurar que as florestas sejam preservadas em vez de exploradas economicamente.

Erika Berenguer, coautora do estudo, enfatiza que as discussões sobre mudanças climáticas devem estar diretamente ligadas à conservação da biodiversidade. A biodiversidade é fundamental para a provisão de serviços ecossistêmicos, incluindo o sequestro de carbono. Portanto, a proteção das florestas primárias não é apenas uma questão ambiental, mas uma necessidade para enfrentar as crises climática e de biodiversidade.

Os resultados deste estudo apontam para a necessidade de um compromisso contínuo em investir na conservação e restauração das florestas, uma vez que a preservação das áreas florestais remanescentes é crucial para manter a saúde ecológica da Amazônia e, consequentemente, do planeta.

Resumo da Notícia

Pesquisadores brasileiros e britânicos confirmaram que mesmo florestas primárias afetadas por queimadas e corte seletivo mantêm maior biodiversidade do que as florestas secundárias. O estudo destacou a necessidade urgente de proteger essas áreas, que são essenciais para os serviços ecossistêmicos e a preservação da biodiversidade na Amazônia. A pesquisa, publicada na revista Global Change Biology, também alerta sobre os impactos negativos das atividades humanas na diversidade de espécies.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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