Ciência e Tecnologia Brasil

FAPESP lança sete eixos estratégicos para pesquisa 2026-2028

Fundação destina R$ 400 milhões para inovação em áreas como biotecnologia, IA e segurança pública

Impulso à inovação paulista

O investimento estratégico em áreas prioritárias pela FAPESP promove avanços científicos com potencial de impacto direto na economia e na qualidade de vida. Ao apoiar pesquisas de alto risco e estimular startups, a iniciativa fortalece a competitividade regional, fomenta o desenvolvimento tecnológico e contribui para soluções em saúde, energia e segurança, beneficiando a sociedade de forma ampla e sustentável.



As ações para a implementação desses eixos de pesquisa devem estar articuladas a instrumentos de fomento, como os CEPIDs, CPAs, PIPE, CCDs, CIPs e redes de colaboração, com ênfase na expansão de startups (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)





Fomento à pesquisa


FAPESP define sete eixos estratégicos de pesquisa para o período 2026-2028







26 de março de 2026





Conselho Superior autorizou a aplicação de R$ 400 milhões adicionais a projetos, sem prejuízo dos programas já em andamento



Agência FAPESP – A FAPESP definiu sete eixos estratégicos que vão integrar a sua agenda de fomento à pesquisa no período 2026-2028: biotecnologia; transição energética; biodiversidade, produção sustentável de alimentos e segurança alimentar; transição digital e inteligência artificial; ciência e tecnologias quânticas; saúde humana e animal; e violência e segurança pública.



Aprovada pelo Conselho Superior da FAPESP em 18 de março, a lista de temas foi definida com base em consultas a lideranças científicas, gestores da Fundação, representantes de órgãos governamentais, universidades, institutos de pesquisa e setores empresariais e após análise de tendências internacionais de CT&I, consoante descrito no documento Temas Estratégicos da FAPESP para Ciência, Tecnologia e Inovação.



“O Conselho Superior autorizou a aplicação de R$ 400 milhões adicionais em pesquisas no âmbito desses sete eixos, sem prejuízo da execução dos programas em andamento ou de pesquisas movidas pela curiosidade submetidas por pesquisadores ou grupos de pesquisa”, sublinhou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.



Seis dos temas a serem priorizados estão alinhados às tendências internacionais em ciência, tecnologia e inovação e às propostas da Estratégia Nacional de CT&I para 2024-2034. O sétimo – violência e segurança pública – responde a um desafio específico da realidade brasileira atual.



O Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP apresentará as propostas específicas para a implementação de cada um dos sete eixos prioritários. As ações devem estar articuladas, preferencialmente, a instrumentos de fomento já adotados pela Fundação, como os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs), Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), Jovens Pesquisadores (JP), Centros de Pesquisa para o Desenvolvimento (CCDs), Centros Internacionais de Pesquisa (CIPs) e Redes FAPESP de Colaboração em Pesquisa, com ênfase na expansão de startups.



“Não se trata de ampliar os financiamentos em curso ou de criar novos programas. A ideia é aplicar recursos adicionais em propostas disruptivas, que envolvam risco científico e potencial para promover um salto qualitativo na P&D do Estado de São Paulo”, afirma Carlos Graeff, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação.



A iniciativa da FAPESP tem como pressuposto a multidisciplinaridade. “Projetos de biotecnologia, por exemplo, demandam a integração de química, biologia, física, computação e matemática”, diz Marcio de Castro, diretor científico da Fundação. Os projetos submetidos no âmbito desses sete eixos estratégicos, acrescenta, devem ter dois componentes transversais: gestão avançada de dados com uso de inteligência artificial e a incorporação estruturada das ciências sociais aplicadas para avaliar impactos econômicos, regulatórios e sociais das novas tecnologias.



A cada seis meses a Diretoria Científica apresentará ao Conselho Superior um relatório detalhado da implementação e desenvolvimento dessas linhas de pesquisa. “Essa avaliação permitirá ajustes ao longo do processo e assegurará que os investimentos contribuam para um salto qualitativo na pesquisa e inovação no Estado de São Paulo”, afirma o presidente da FAPESP.

Resumo da Notícia

A FAPESP definiu sete áreas prioritárias para fomentar a pesquisa entre 2026 e 2028, abrangendo biotecnologia, transição energética, biodiversidade, inteligência artificial, tecnologias quânticas, saúde e segurança pública. Com um aporte adicional de R$ 400 milhões, os investimentos visam fortalecer projetos inovadores e multidisciplinares que envolvam risco científico e potencial transformador. As ações serão integradas a programas existentes, como CEPIDs, CPAs e PIPE, incentivando também o crescimento de startups. A iniciativa contempla o uso avançado de dados e a análise dos impactos sociais e econômicos das novas tecnologias. Relatórios semestrais acompanharão o progresso, garantindo ajustes e resultados que impulsionem a pesquisa e inovação no Estado de São Paulo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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