FAPESP lança novos Centros para ampliar inclusão de pessoas com deficiência
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), anunciou a criação de quatro novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) dedicados a ampliar a inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência. Essas iniciativas buscam promover avanços na qualidade de vida e autonomia desse grupo, por meio de projetos que envolvem tecnologia, educação, esporte e cultura.
Um dos destaques é o Centro Multiprofissional de Estudos Paralímpico e Paraesportivo (CMEPP), vinculado ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). O CMEPP tem como missão aprimorar a performance de atletas paralímpicos brasileiros, preparando-os para competições como as Olimpíadas de Los Angeles 2028. Além disso, o centro investiga formas de incentivar a prática de exercícios físicos em casa para pessoas com limitações locomotoras, utilizando tecnologias vestíveis e jogos de realidade estendida.
Outro projeto relevante é o Centro de Inclusão e Acessibilidade por Meio da Tecnologia (CIATec), sediado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP). O CIATec está desenvolvendo uma plataforma digital similar a uma “Netflix da educação inclusiva”, que oferecerá jogos educativos adaptados para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). A plataforma usa inteligência artificial para ajustar a dificuldade dos jogos conforme o perfil neurológico e o desempenho individual, promovendo a inclusão de todos os alunos.
O Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão Escolar (CTAIE), da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), em colaboração com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), trabalha no mapeamento das necessidades de acessibilidade em escolas públicas. O objetivo é criar dispositivos assistivos personalizados, como órteses e próteses em impressão 3D, e oferecer formação contínua para professores, ampliando a inclusão educacional.
Para a população com deficiência visual, o Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual (CPODV), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, foca no desenvolvimento de estratégias para aumentar o acesso a atividades culturais. O CPODV investe em recursos como audiodescrição, materiais táteis e outras tecnologias assistivas para garantir autonomia e participação ativa dessas pessoas.
Os Centros de Ciência para o Desenvolvimento operam com um modelo de cofinanciamento, em que para cada real investido pela FAPESP, parceiros aportam valor equivalente. Os investimentos são de longo prazo, com duração de até cinco anos, e visam não só o avanço do conhecimento científico, mas também a melhoria das políticas públicas voltadas às demandas sociais.
Segundo o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, esses centros representam uma mudança estratégica, integrando ações governamentais e acadêmicas para transformar a ciência em soluções concretas para a sociedade. A pandemia provocou uma queda na submissão de projetos, mas os recursos acumulados estão sendo aplicados para fortalecer essa iniciativa de pesquisa aplicada.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo, Vahan Agopyan, ressaltou a importância da colaboração entre diversas secretarias estaduais, destacando que a SEDPcD é a maior usuária da infraestrutura de ciência e tecnologia para pessoas com deficiência.
A expectativa é que esses centros contribuam para superar desafios na inclusão e autonomia das pessoas com deficiência em São Paulo, servindo como modelo para outras regiões. Novos editais estão previstos para ampliar essa rede de pesquisa orientada por demandas sociais, garantindo que a ciência continue a gerar impacto direto na vida dos cidadãos.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.