Ciência e Tecnologia Mato Grosso do Sul

FAPESP e Reino Unido impulsionam cooperação científica em Londres

Evento destaca inteligência artificial e biotecnologia como prioridades para o futuro da pesquisa conjunta

FAPESP e Reino Unido impulsionam cooperação científica em Londres

As colaborações científicas entre Brasil e Reino Unido abrem novas oportunidades de inovação e desenvolvimento tecnológico. O fortalecimento dessas parcerias é crucial para enfrentar desafios globais e promover o avanço em áreas estratégicas.

A FAPESP Week, evento que ocorre em Londres, marca uma nova fase de cooperação científica entre a FAPESP e o Reino Unido. Na abertura do evento, nesta terça-feira (02/06), o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, destacou a importância da colaboração científica, especialmente em um novo contexto pós-COVID. O Reino Unido, que se tornou o segundo maior parceiro internacional da FAPESP, já contabiliza mais de 18 mil artigos publicados em coautoria com pesquisadores de São Paulo, com impacto de citação quatro vezes superior à média mundial.

Zago lembrou que a última edição da FAPESP Week ocorreu em novembro de 2019, pouco antes do início da pandemia. Ele ressaltou os desafios enfrentados nos últimos anos, como a queda nas publicações científicas e a interrupção dos intercâmbios acadêmicos. Agora, com a retomada das atividades, a inteligência artificial se destaca como uma das principais prioridades nas agendas de pesquisa, refletindo uma mudança significativa no cenário científico.

A FAPESP, segundo Zago, hoje concede mais de 10 mil bolsas e auxílios anualmente e apoia cerca de 50 centros de pesquisa de classe mundial. Os temas estratégicos definidos para os próximos três anos incluem biotecnologia, transição energética e saúde, entre outros, criando um ambiente propício para novas parcerias internacionais. São Paulo, que representa uma parte significativa da produção científica do Brasil, concentra 22% dos empregos tecnológicos e 55% das startups de base científica do país.

Francis Wood, diretora de parcerias internacionais do UK Research and Innovation (UKRI), também participou da cerimônia e reforçou a importância da colaboração com a FAPESP. Para ela, a cooperação internacional é essencial para enfrentar problemas complexos e promover o crescimento econômico. Wood destacou que, mesmo com mudanças internas na UKRI, a colaboração científica continua a ser uma prioridade.

O diretor científico da FAPESP, Marcio de Castro, apresentou várias iniciativas em andamento e sugere que novas chamadas cofinanciadas sejam exploradas para expandir a mobilidade de pesquisa. Parcerias com instituições como o King's College London são exemplos do potencial de crescimento dessa colaboração.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo, Vahan Agopyan, ressaltou o papel do Estado como um polo global de inovação. Com investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, São Paulo abriga universidades de renome e um ecossistema de startups em expansão. A diplomacia da inovação, segundo Alexandre Brasil, da Embaixada do Brasil em Londres, busca posicionar o país como um produtor de tecnologia, promovendo um modelo de cooperação que beneficia ambas as nações.

O evento, que encerra na próxima quinta-feira (04/06), também tem um caráter simbólico, ocorrendo no Museu de Ciências de Londres, que já promoveu exposições relacionadas ao Brasil. Os organizadores da FAPESP Week têm como objetivo criar um espaço para networking e novas parcerias, ampliando a colaboração científica entre Brasil e Reino Unido. As próximas edições do evento já estão agendadas para os Países Baixos em 2026 e no Canadá em 2027, evidenciando o sucesso contínuo dessa iniciativa de cooperação.

Resumo da Notícia

Durante a FAPESP Week em Londres, cientistas brasileiros e britânicos celebraram a retomada da cooperação científica após a pandemia. Com mais de 18 mil publicações conjuntas, o Reino Unido se destaca como um dos principais parceiros internacionais da FAPESP. A parceria se concentra em áreas como inteligência artificial e biotecnologia, visando um futuro promissor para a pesquisa bilateral.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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