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FAPESP adota fluxo contínuo para submissão no Programa Centros de Pesquisa Aplicada

Nova metodologia flexibiliza apresentação de projetos e reforça governança e parcerias estratégicas

FAPESP adota fluxo contínuo para submissão no Programa Centros de Pesquisa Aplicada

A adoção do fluxo contínuo na submissão democratiza o acesso e aumenta a agilidade na aprovação de projetos inovadores. Para Mato Grosso do Sul e demais regiões, isso significa maior possibilidade de formação de centros de pesquisa avançada que podem impulsionar a inovação local e o desenvolvimento tecnológico sustentado.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) implementou mudanças significativas no Programa Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs), incluindo a adoção do fluxo contínuo para submissão de projetos. Desde 8 de abril de 2026, pesquisadores e instituições podem enviar propostas a qualquer momento, eliminando os prazos fixos que limitavam a participação.

O programa tem como objetivo fomentar centros de pesquisa de alto nível, formados por cooperação entre universidades, instituições de pesquisa e parceiros que assumem cofinanciamento das atividades. As iniciativas devem atuar em temas complexos, com abordagem multidisciplinar e foco em médio a longo prazo, promovendo integração entre pesquisa, inovação, transferência de tecnologia e ações educativas.

Com a nova sistemática, a apresentação das propostas passa a ser feita em duas fases. A primeira consiste em uma proposta de enquadramento, que traz informações resumidas sobre o projeto e suas parcerias. Após aprovação, os candidatos submetem uma proposta completa, que será avaliada com auxílio de consultoria internacional. Essa etapa visa garantir a qualidade e o potencial de impacto dos centros a serem criados.

Além disso, as regras reforçam a exigência de governança robusta, com liderança de um diretor com reconhecimento internacional e experiência em gestão de grandes projetos. Cada centro também deve contar com um Comitê Executivo e um Conselho Consultivo Internacional formado por cientistas de destaque. Outro ponto fundamental é o modelo de cofinanciamento, que prevê divisão paritária dos recursos entre a FAPESP e a entidade parceira, com contribuição mínima de R$ 5 milhões para o período inicial de cinco anos, além de contrapartidas institucionais em infraestrutura e suporte.

O financiamento inicial dos CPAs é de cinco anos, com possibilidade de extensão por até dez anos, condicionada a avaliações periódicas de desempenho e impacto. O acompanhamento será feito por meio de relatórios anuais e avaliações abrangentes, que poderão determinar a continuidade dos centros. Essas mudanças visam aumentar a competitividade das propostas e fortalecer a capacidade do programa de gerar centros de excelência com relevância científica e tecnológica para o Brasil e seus estados, incluindo Mato Grosso do Sul, que pode se beneficiar com o fortalecimento da pesquisa aplicada local.

Resumo da Notícia

A FAPESP reformulou as regras do Programa Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs), permitindo a submissão de propostas em fluxo contínuo ao longo do ano. Essa mudança visa dar maior flexibilidade a pesquisadores para estruturar projetos multidisciplinares com foco em inovação, transferência tecnológica e impacto social. O processo agora é dividido em duas etapas, começando por uma proposta de enquadramento e seguida da proposta completa, que passa por análise internacional. Os CPAs devem contar com governança rigorosa, cofinanciamento paritário e compromisso de longo prazo, com duração inicial de cinco anos e possibilidade de prorrogação. Essa atualização busca ampliar a competitividade e a capacidade do programa de estabelecer centros de excelência científica e tecnológica.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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