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Drones e Inteligência Artificial Transformam Identificação de Milho Tolerante à Seca

Nova tecnologia promete acelerar o desenvolvimento de cultivares adaptadas às mudanças climáticas.

Drones e Inteligência Artificial Transformam Identificação de Milho Tolerante à Seca

A combinação de drones e inteligência artificial pode revolucionar o melhoramento genético, permitindo a seleção mais rápida de cultivares resistentes à seca. Isso tem implicações significativas para a segurança alimentar e a sustentabilidade agrícola em um cenário de mudanças climáticas.

Uma nova abordagem para a identificação de milho tolerante à seca foi desenvolvida por uma equipe do Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC). Utilizando drones equipados com sensores multiespectrais e inteligência artificial, a pesquisa visa acelerar a seleção de híbridos que se destacam em condições de estresse hídrico.

O método inovador permite que os pesquisadores avaliem uma quantidade significativa de plantas de milho com rapidez e eficiência, eliminando a necessidade de medições manuais demoradas. De acordo com Helcio Pereira, responsável pelo estudo, em vez de usar instrumentos convencionais, a equipe se concentrou em capturar imagens que possibilitam identificar rapidamente quais variedades são mais resilientes à seca.

Durante um experimento realizado em Campinas (SP), 28 híbridos geneticamente modificados foram analisados sob duas condições: irrigação normal e restrição hídrica. Ao longo de dois anos, medições agronômicas tradicionais foram feitas para determinar o desempenho das plantas em condições de seca, levando em conta fatores como produtividade e altura.

Simultaneamente, um drone realizou múltiplos voos sobre as áreas de cultivo, coletando imagens em diferentes espectros, incluindo o infravermelho. Com essas informações, algoritmos de inteligência artificial foram treinados para replicar a classificação obtida por métodos tradicionais. Os resultados foram promissores, com algumas análises alcançando mais de 90% de precisão na identificação de variedades tolerantes à seca.

Juliana Yassitepe, outra pesquisadora envolvida no projeto, destaca que a análise das imagens em diversas fases do desenvolvimento das plantas é crucial. A resposta das plantas ao estresse hídrico varia ao longo do ciclo, e a coleta de dados em momentos diferentes resulta em uma avaliação mais precisa.

Os sensores multiespectrais mostraram-se superiores às câmeras convencionais, pois conseguem captar dados invisíveis ao olho humano, como as alterações fisiológicas das plantas em resposta à disponibilidade de água. Essa vantagem é essencial para a identificação de variedades que possam se adaptar melhor às condições climáticas adversas.

Além de milho, a metodologia desenvolvida pode ser aplicada a outras culturas, permitindo a identificação de plantas resistentes a doenças, por exemplo. A capacidade de adaptar a tecnologia a diferentes objetivos agrícolas é uma das promessas que a pesquisa traz para o futuro da agricultura.

O estudo, publicado na revista Frontiers in Plant Science, representa um passo significativo na integração de tecnologia ao melhoramento genético, oferecendo esperança para a produção agrícola em um mundo cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas.

Resumo da Notícia

Pesquisadores do GCCRC utilizam drones e inteligência artificial para identificar rapidamente variedades de milho tolerantes à seca. A inovação reduz a necessidade de avaliações manuais e ajuda a selecionar híbridos mais resilientes, contribuindo para a agricultura diante das mudanças climáticas. O estudo demonstra a eficácia da tecnologia, alcançando taxas de acerto superiores a 90% na classificação das plantas.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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