Ciência e Tecnologia Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: Feature image

Chuvas de junho superam média histórica em MS, mas distribuição é desigual

Três Lagoas e Campo Grande se destacam com índices acima da média, enquanto Pantanal e outras regiões registram baixos volumes.

Chuvas de junho superam média histórica em MS, mas distribuição é desigual

Isso importa porque a irregularidade na distribuição das chuvas pode impactar a agricultura, a gestão de recursos hídricos e o ecossistema local, especialmente em regiões que já enfrentam desafios hídricos.

Os primeiros 15 dias de junho de 2026 trouxeram uma variação significativa nas chuvas em Mato Grosso do Sul, com alguns municípios superando amplamente a média histórica, enquanto outros ficaram com volumes bem abaixo do esperado. Esta situação foi identificada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/Semadesc), que analisou dados de diversas fontes, incluindo estações meteorológicas e pluviômetros automáticos.

Os maiores índices de precipitação foram registrados nas regiões central e nordeste do estado, onde as chuvas variaram entre 60 e 120 milímetros. O destaque ficou para Três Lagoas, que acumulou 129,2 milímetros, representando um impressionante aumento de 273% em relação à média histórica de junho, que é de 34,6 milímetros. Campo Grande também se destacou, com 119,6 milímetros, e Paranaíba, com 116,6 milímetros, ambos superando a média esperada para o mês.

Em contrapartida, áreas como o Pantanal, sudoeste e partes do norte do estado enfrentaram uma escassez de chuvas. Em Corumbá, por exemplo, os índices variaram entre 1,4 e 10 milímetros, enquanto Nhumirim registrou apenas 2,8 milímetros. Essa variação ilustra a distribuição irregular das chuvas em Mato Grosso do Sul, com algumas localidades sendo favorecidas enquanto outras enfrentam uma seca preocupante.

Na capital, Campo Grande, todos os pontos de monitoramento mostraram precipitações acima da média histórica de 47,4 milímetros. Com dados de pluviômetros automáticos, a estação da UFMS registrou 119,6 milímetros, o que equivale a 152% do esperado para todo o mês. As áreas como o Córrego Anhanduizinho e a UPA Aparecida Gonçalves também mostraram índices significativos, reforçando a tendência de chuvas intensas em certas regiões.

Embora a primeira quinzena de junho tenha trazido bons volumes de chuva para algumas áreas, a análise do Cemtec evidenciou a irregularidade espacial das precipitações. Apesar de alguns municípios terem acumulado valores superiores à média climatológica, muitas localidades ainda apresentam índices aquém do esperado, o que levanta preocupações sobre a gestão hídrica e os efeitos na agricultura e no meio ambiente.

Com a continuidade da estação chuvosa, é importante que os órgãos competentes monitorem as condições climáticas para otimizar o uso dos recursos hídricos e garantir que todas as regiões do estado possam se beneficiar de maneira equitativa das chuvas.

Resumo da Notícia

Os primeiros dias de junho de 2026 em Mato Grosso do Sul foram marcados por uma distribuição irregular das chuvas. Enquanto cidades como Campo Grande e Três Lagoas ultrapassaram os volumes históricos esperados, regiões como o Pantanal apresentaram precipitações significativamente abaixo da média. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima destacou que, apesar de alguns municípios terem registrado altos acumulados, a irregularidade é um sinal de que nem todas as áreas foram igualmente beneficiadas pelas chuvas.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.