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Centro de Inovação Offshore inaugura sede e laboratórios com foco em tecnologias verdes

OTIC investe R$ 165 milhões para desenvolver soluções que aprimoram eficiência e reduzem emissões no setor offshore brasileiro

Centro de Inovação Offshore inaugura sede e laboratórios com foco em tecnologias verdes

O OTIC representa um avanço estratégico para o Brasil na inovação tecnológica offshore, essencial para a transição energética e a redução das emissões. A integração entre academia, indústria e governo fortalece a capacidade do país em manter sua liderança na exploração do pré-sal, enquanto desenvolve soluções sustentáveis para o futuro energético.

Na última quarta-feira, o Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC) inaugurou oficialmente sua sede na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, juntamente com quatro laboratórios voltados para o desenvolvimento de tecnologias avançadas no setor marítimo. Com um aporte de R$ 165 milhões para os primeiros cinco anos, o centro promove uma parceria entre FAPESP, Shell Brasil, USP e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O OTIC foi criado para desenvolver soluções que aumentem a eficiência operacional e diminuam as emissões de gases de efeito estufa nas operações offshore. Seu portfólio inicial conta com 24 projetos de pesquisa, que variam desde estudos fundamentais até a demonstração de protótipos próximos ao mercado. Mais de 250 pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais integram o centro.

Durante o evento de lançamento, o diretor-executivo do OTIC, Gustavo Assi, ressaltou a importância do setor offshore para o Brasil, que responde por mais de 80% da produção nacional de petróleo e gás, especialmente após a exploração do pré-sal. Segundo ele, a transição energética depende diretamente da transformação das operações marítimas e da integração entre os setores onshore e offshore.

Entre os laboratórios inaugurados, o NavLab se destaca ao utilizar realidade aumentada e virtual para o treinamento de profissionais e avaliação de riscos em operações complexas. Outros laboratórios, como o Cosmos, são dedicados à simulação de operações remotas, fundamentais para plataformas não tripuladas. O SpotLab explora a percepção social da tecnologia, alinhando desenvolvimento técnico aos valores da sociedade, enquanto o Digital Ocean Lab cria um ambiente digital que processa dados em tempo real de sensores marítimos e oferece simuladores de manobras portuárias.

Lideranças como Carlos Graeff, da FAPESP, e Anderson Ribeiro Correia, do IPT, destacaram a relevância do modelo colaborativo entre academia, governo e indústria, que tem sido vital para o sucesso do setor offshore brasileiro. A Shell Brasil reforçou o compromisso com o desenvolvimento sustentável por meio dessa cooperação multissetorial.

O OTIC surge como um polo estratégico para consolidar a posição do Brasil no cenário global de energia, promovendo inovações que viabilizam operações mais seguras e ambientalmente responsáveis. Os próximos passos envolvem a implementação e expansão dos projetos, com foco na aplicação prática das tecnologias desenvolvidas, alinhadas aos desafios da neutralidade de carbono.

Resumo da Notícia

O Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC), localizado na Escola Politécnica da USP, inaugurou sua sede e quatro laboratórios dedicados ao desenvolvimento de tecnologias avançadas para o setor offshore. Com um investimento de R$ 165 milhões nos primeiros cinco anos, o OTIC reúne parcerias entre FAPESP, Shell Brasil, USP e IPT para criar soluções que aumentam a eficiência operacional e diminuem a emissão de gases poluentes. Entre os laboratórios está o NavLab, que utiliza realidade aumentada e virtual para simular operações complexas e treinar profissionais. O centro também integra projetos que apoiam a transição energética do Brasil, fundamental para a neutralidade de carbono, reforçando a importância do setor offshore na matriz energética nacional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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