Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Avança em Reunião na FAPESP
No dia 6 de julho, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) foi palco de um encontro significativo para discutir os avanços do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas. O evento contou com a presença de Sonia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas, e representantes do Museu da Língua Portuguesa e do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).
O Centro, que teve sua criação anunciada em maio de 2025, tem como objetivo pesquisar, documentar e disseminar a riqueza linguística e cultural dos povos indígenas no Brasil. Durante o encontro, foram abordadas as três principais frentes de atuação do projeto: a política de governança do repositório digital, as pesquisas colaborativas em várias regiões do país e as iniciativas de difusão cultural.
Uma das primeiras ações de difusão aconteceu em novembro do ano passado, com um colóquio sobre a diversidade cultural e linguística da região do rio Oiapoque, que faz fronteira com a Guiana Francesa. O presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, ressaltou que a ideia do centro surgiu em uma conversa com Guajajara durante um simpósio sobre línguas indígenas realizado em 2024 em Paris.
A ex-ministra enfatizou a importância da presença indígena nas universidades e em projetos de pesquisa, apontando que essa inclusão é vital para reescrever a história do Brasil. "Até pouco tempo, os indígenas estavam restritos à Funai e à saúde indígena. Agora, estamos promovendo mudanças que valorizam nossas culturas," afirmou Guajajara.
Zago também destacou a relevância dos projetos de políticas públicas apoiados pela FAPESP, que buscam soluções rápidas e eficazes através de colaborações entre academia, sociedade e governo. O foco no reconhecimento e valorização da diversidade cultural e étnica é um dos pilares desse centro.
Camilo de Mello Vasconcellos, vice-diretor do MAE, comentou sobre a importância das políticas públicas que contam com o suporte da FAPESP, ressaltando que o MAE se compromete a se abrir para novos projetos de colaboração com os povos indígenas. Após o incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, o MAE se tornou um dos principais acervos de coleções indígenas do país.
A gestora do Museu da Língua Portuguesa, Renata Vieira da Motta, falou sobre o desafio de definir quais coleções serão integradas ao novo repositório. A equipe está buscando a colaboração de representantes dos povos originários para garantir que as vozes e histórias mais relevantes sejam incorporadas ao projeto, promovendo uma representação mais autêntica e significativa das culturas indígenas.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.