Agropecuária Brasil

Banco genético de tilápia reforça futuro da piscicultura no Brasil

Reserva com mais de 2.600 tilápias visa melhorar produtividade e adaptação da espécie

Preservação e Produtividade da Tilápia

A criação do banco genético de tilápias-do-nilo contribui para garantir a sustentabilidade da produção pesqueira no Brasil, protegendo a diversidade genética e permitindo a seleção de linhagens mais produtivas e adaptadas ao clima local. Isso pode resultar em maior eficiência econômica para piscicultores e maior oferta de pescado de qualidade para a população.



Resultados indicam que linhagens ligadas ao programa internacional Genetically Improved Farmed Tilapia (GIFT) apresentam maior rendimento de filé, enquanto outras, como a chitralada, tendem a apresentar menor crescimento (imagem: uconnbirdfish/iNaturalist)





Segurança Alimentar


Núcleo Pescado para Saúde monta banco de germoplasma de tilápia




07 de janeiro de 2026





Cientistas reuniram mais de 2.600 exemplares, formando uma reserva genética que funciona como “poupança” para o futuro da tilapicultura, responsável por 65% da produção de peixes cultivados no Brasil



Agência FAPESP * – O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde criou um amplo banco de germoplasma de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) analisando nove populações da espécie, amostradas dos estados de Santa Catarina até o Ceará. A tilapicultura responde por 65% da produção nacional de peixes cultivados.



O estudo revelou que, apesar das características morfológicas semelhantes, há diferenciação genética, formando quatro agrupamentos, além de sinais significativos de endogamia – cruzamentos entre parentes próximos que podem reduzir a diversidade e comprometer o desempenho produtivo ao longo dos anos.



Os cientistas reuniram mais de 2.600 exemplares na unidade do Instituto de Pesca em São José do Rio Preto, formando uma reserva genética que funciona como “poupança” para o futuro da tilapicultura.



A caracterização desses animais envolveu tanto medições corporais e de rendimento de filé – incluindo técnicas inovadoras de ultrassonografia – quanto análises moleculares com marcadores de DNA.



Os resultados indicam que linhagens ligadas ao programa internacional Genetically Improved Farmed Tilapia (GIFT) apresentam maior rendimento de filé, enquanto outras, como a chitralada, tendem a apresentar menor crescimento. Conhecimento como esse permitirá selecionar peixes mais adaptados às condições brasileiras, com maior resiliência climática e melhor aproveitamento econômico.



O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde é apoiado pela FAPESP no âmbito do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) e tem sede no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) com a participação de pesquisadores do Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e das universidades de Mogi das Cruzes (UMC) e Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).



* Com informações do Núcleo Pescado para Saúde.

Resumo da Notícia

O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde criou um banco de germoplasma com mais de 2.600 tilápias-do-nilo coletadas entre Santa Catarina e Ceará. O objetivo é preservar a diversidade genética da espécie, responsável por 65% da produção de peixes cultivados no país, e identificar linhagens com melhor desempenho produtivo. O estudo revelou quatro grupos genéticos distintos e indicou que linhagens do programa internacional GIFT apresentam maior rendimento de filé, enquanto outras, como a chitralada, crescem menos. A pesquisa, que envolveu técnicas de ultrassonografia e análise molecular, busca selecionar peixes mais adaptados às condições brasileiras, com maior resistência climática e potencial econômico. O projeto é desenvolvido no Instituto Oceanográfico da USP, em parceria com outras instituições, e recebe apoio da FAPESP.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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