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Crédito da imagem: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Audiovisual brasileiro expande parcerias com Índia e Coreia do Sul

Setor audiovisual do Brasil avança em cooperação internacional para fortalecer economia criativa e inovação

Audiovisual brasileiro no mundo

A expansão do audiovisual brasileiro em mercados internacionais pode impulsionar a economia e gerar empregos, além de fortalecer a presença cultural do país globalmente. A aproximação com países como Índia e Coreia do Sul favorece parcerias estratégicas, atração de investimentos e inovação, beneficiando desde produtores até profissionais do setor e ampliando a competitividade do Brasil no mercado global.
São Paulo (SP), 01/03/2023, Sala de cinema do Espaço Itaú de Cinema na rua Augusta. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Em cenário de retomada vigorosa do cinema nacional e de reposicionamento estratégico do Brasil no tabuleiro geopolítico do Sul Global, o audiovisual brasileiro passa a ocupar lugar central na agenda internacional do país.

A missão oficial do governo brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, que integra a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, leva de forma inédita uma delegação da cadeia produtiva do audiovisual e da economia criativa, articulada pela Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual Brasileiro (FICA).

Segundo a presidente da Fica, a produtora Walkíria Barbosa, a missão dialoga com um momento de maturidade institucional do setor.

“O objetivo desta missão é aproximar mercados, diversificar formas de financiamento e ampliar a exportação do conteúdo nacional para Índia e Coreia do Sul, dois dos mais importantes mercados do audiovisual e da economia criativa no mundo”, afirma.

Walkiria ressalta que a criação da federação, em outubro de 2026, ocorre em um contexto decisivo para o país. “A Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual surge em um momento em que o audiovisual deixou de ser um nicho cultural para se tornar um vetor de desenvolvimento econômico, tecnológico e diplomático. Estamos falando de política industrial, geração de emprego qualificado e inserção internacional estruturada”, destaca.

Economia

Dados recentes reforçam o diagnóstico. Estudo conduzido pela Oxford Economics em parceria com a Motion Picture Association (MPA) aponta que a indústria audiovisual brasileira gerou R$ 70,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, sustentou 608.970 empregos diretos e indiretos e arrecadou cerca de R$ 9,9 bilhões em tributos. Os números consolidam o setor como componente relevante da economia formal e como ativo estratégico de soft power.

O bom momento do cinema brasileiro no circuito internacional também contribui para esse reposicionamento. A vitória do Oscar de melhor filme internacional no ano passado com Ainda Estou Aqui e as quatro indicações ao Oscar de 2026 — incluindo melhor ator para Wagner Moura e melhor filme internacional com Agente Secreto — ampliaram a visibilidade global da produção nacional e fortaleceram a percepção do Brasil como polo criativo competitivo.

Entre os eixos da missão estão a apresentação institucional do mercado audiovisual brasileiro, a geração de oportunidades de coprodução e distribuição internacional, a discussão de modelos bilaterais e multilaterais de financiamento e a troca de tecnologia e conhecimento entre os países.

A estratégia dialoga com experiências consolidadas, como a chamada Hallyu , ou a “onda coreana”,  que transformou a Coreia do Sul em potência cultural global por meio da articulação entre política pública, indústria, tecnologia e estratégia exportadora. Índia e Coreia estruturaram cadeias produtivas robustas que conectam cinema, música, séries, animação e games à política externa e à expansão econômica.

“Inspirar-se nesses modelos não significa replicar fórmulas, mas compreender como a coordenação entre Estado e mercado, aliada a investimento em inovação e formação de talentos, pode impulsionar nossa vocação cultural e industrial”, avalia Walkíria Barbosa.

A presidente da Fica também inclui os Fundos de Investimento em Participações (Funcines) no centro da pauta.  Walkíria explica que estes fundos voltados ao audiovisual ganham força ao permitir a participação do capital privado com incentivos fiscais claros e segurança jurídica.

"Esses mecanismos ampliam a capacidade de financiamento estruturado, reduzem riscos e atraem investimentos estrangeiros, inclusive de empresas asiáticas interessadas em coproduções e parcerias estratégicas”, completa.

A missão  ocorre em paralelo à participação brasileira na Cúpula de Inteligência Artificial, realizada na Índia, que reúne 20 chefes de Estado e é organizada, pela primeira vez, por um país em desenvolvimento.

Resumo da Notícia

O audiovisual brasileiro ganha destaque na agenda internacional com a missão oficial do governo à Índia e à Coreia do Sul, acompanhando o presidente Lula. A iniciativa, conduzida pela Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual Brasileiro (FICA), busca aproximar mercados, ampliar exportações e diversificar formas de financiamento. O setor, que em 2024 contribuiu com R$ 70,2 bilhões ao PIB e gerou mais de 600 mil empregos, é visto como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e diplomacia cultural. Inspirada em modelos de sucesso, como a 'onda coreana', a missão enfatiza a importância da cooperação entre Estado e mercado, além do investimento em inovação e formação de talentos. A participação de fundos de investimento privados com incentivos fiscais é apontada como fundamental para atrair investimentos estrangeiros e fortalecer coproduções. Essa agenda ocorre paralelamente à presença brasileira na Cúpula de Inteligência Artificial na Índia, evidenciando o reposicionamento estratégico do país no cenário global do Sul Global.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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