Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Verba de R$ 53 milhões garante super poço para reserva indígena em Dourados

Recursos liberados viabilizam sistema de abastecimento para aldeias Bororó e Jaguapiru, afetadas por escassez de água e surto de chikungunya

Verba de R$ 53 milhões garante super poço para reserva indígena em Dourados

O investimento em infraestrutura hídrica é crucial para melhorar a qualidade de vida e a saúde das comunidades indígenas de Dourados. A medida combate a crise de abastecimento e reduz a vulnerabilidade frente a doenças transmitidas pela falta de água, como a chikungunya. O acompanhamento das obras e dos recursos reforça a participação das lideranças indígenas no controle das ações.

O governo federal confirmou a liberação de R$ 53 milhões para a construção de dois super poços destinados a abastecer a maior reserva indígena urbana do país, localizada em Dourados, Mato Grosso do Sul. Formada pelas aldeias Bororó e Jaguapiru, a reserva abriga cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena, que enfrentam há mais de cinco anos a escassez de água potável.

Essa crise hídrica agravou-se recentemente devido a um surto de chikungunya no município, que teve impacto significativo entre os indígenas. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o início de junho, foram registrados 3.596 casos notificados na cidade, sendo 914 confirmados entre as comunidades indígenas.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, destacou que a assinatura da ordem de serviço para o início das obras foi uma das primeiras ações desde sua posse. Ele ressaltou o compromisso de garantir transparência e participação das lideranças indígenas na gestão dos recursos, com reuniões semanais para monitorar a aplicação dos investimentos federais e estaduais.

Os super poços serão construídos pela Sanesul, empresa estadual de saneamento, que aguarda a aprovação do projeto pela Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação dos recursos. A expectativa é de que a perfuração dos poços comece ainda neste semestre, com a publicação dos editais para contratação das próximas fases logo após a liberação dos valores.

Enquanto o sistema definitivo não é concluído, as aldeias são abastecidas por 15 poços emergenciais equipados com bombas, caixas d’água e painéis solares, instalados em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O empreendimento completo, que inclui a instalação da rede de distribuição de água, tem previsão de finalização em até dois anos, oferecendo uma solução estrutural para o problema histórico da reserva.

A implantação desses super poços é fundamental para garantir o acesso contínuo à água potável, reduzir os riscos à saúde e apoiar o desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas de Dourados. O acompanhamento rigoroso das obras e dos recursos investidos reforça o compromisso do governo com a melhoria das condições de vida dessas populações.

Resumo da Notícia

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, confirmou a liberação de R$ 53 milhões para a construção de dois super poços que abastecerão a maior reserva indígena urbana do Brasil, localizada em Dourados, Mato Grosso do Sul. A reserva, composta pelas aldeias Bororó e Jaguapiru, abriga cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena, que sofrem há mais de cinco anos com a falta de água. A crise hídrica se agravou após um surto de chikungunya que atingiu principalmente essas comunidades. Enquanto o sistema definitivo está em fase de aprovação e previsão de início ainda neste semestre, as aldeias são abastecidas por poços emergenciais equipados com energia solar. O projeto, executado pela Sanesul, deve ser concluído em até dois anos e inclui a instalação de uma rede de distribuição para garantir água de qualidade e em quantidade adequada aos moradores.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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