Vacinação Antirrábica Casa a Casa Reforça Segurança em Campo Grande
A vacinação antirrábica em Campo Grande, promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), é uma ação que vai além da simples aplicação de vacinas. Com a circulação confirmada do vírus da raiva em morcegos na região, as equipes do CCZ percorrem diariamente os bairros da cidade, levando imunização, orientação aos moradores e atualizando o censo de cães e gatos.
Os agentes do CCZ começam seu dia cedo, preparados com coletes, pastas, canetas, vacinas e caixas térmicas. O objetivo é visitar todos os 300 mil imóveis do perímetro urbano até 2026, garantindo que nenhum animal fique sem a vacina. Mesmo enfrentando altas temperaturas ou dias frios, esses profissionais se dedicam a atender a população, realizando em média 50 atendimentos diários, sempre de porta em porta.
"É um trabalho que exige muita dedicação e paciência", afirma Yuri Uriel da Silva, agente com 14 anos de experiência. Ele destaca que, muitas vezes, não são bem recebidos na primeira visita. As dificuldades variam entre casas com vários cães, animais que fugiram e até a presença de cães agressivos. Elizabete Ferreira, moradora da região, expressou sua gratidão pela visita, já que sua cadela é grande e difícil de manejar sozinha.
A aposentada Maria Auxiliadora Marques, mesmo sem pets, acredita que a vacinação é essencial para a saúde pública. "É importante vacinar, pois evita doenças para os humanos. Quem tem bichinhos precisa cuidar deles como se fossem filhos", comenta.
Denilson Leite, supervisor da equipe, reforça a importância da campanha, destacando a receptividade dos moradores como um motivador. Alex Morais Lima, que possui dois cães, elogia o trabalho dos agentes e sua simpatia. Durante as visitas, os agentes ainda realizam um novo censo canino e felino, atualizando o número de animais na região e avaliando as melhores estratégias de atuação.
As equipes também deixam um comunicado nas residências onde não encontram os moradores, informando que a vacinação pode ser realizada no CCZ, que funciona como um posto fixo durante todo o ano. Essa estratégia é fundamental para garantir que todos os animais sejam vacinados, especialmente com a presença do vírus na cidade.
Neste ano, já foram identificados 12 morcegos infectados com o vírus da raiva, segundo a médica veterinária Maria Aparecida Cunha, chefe do Serviço de Controle da Raiva do CCZ. A campanha de vacinação é, portanto, crucial para fortalecer a barreira de proteção contra a raiva em Campo Grande, e a interação constante com a comunidade faz toda a diferença. "Cada visita, cada conversa e cada vacina aplicada contribuem para a segurança dos animais e da população", conclui a veterinária.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.