UNODC destaca necessidade urgente de evolução no combate ao crime organizado

13ª Conferência da ONU em Viena reúne representantes para debater novas ameaças do crime transnacional.

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UNODC destaca necessidade urgente de evolução no combate ao crime organizado
Crédito da imagem: Legenda: A diretora-executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Monica Juma, discursa na sessão de abertura da 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, em Viena, na Áustria, em 19 de outubro de 2026. Foto: © UNODC.

UNODC destaca necessidade urgente de evolução no combate ao crime organizado

A evolução das modalidades de crime organizado ressalta a urgência de uma abordagem colaborativa e adaptativa. As novas tecnologias, como inteligência artificial e impressão 3D, exigem que os países se unam para evitar que criminosos explorem brechas legais e vulnerabilidades.

A 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) iniciou suas atividades nesta segunda-feira (19) em Viena, reunindo delegações de mais de 130 países para discutir o enfrentamento ao crime organizado em um cenário global em constante transformação.

Durante a sessão de abertura, a diretora-executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Monica Juma, abordou a necessidade urgente de evolução das estratégias de combate ao crime organizado, destacando o impacto das novas tecnologias. Juma alertou que inovações como a inteligência artificial e a impressão 3D estão sendo utilizadas para implementar esquemas complexos de crimes, desde fraudes até a fabricação de armas.

A alta funcionária da ONU enfatizou que a cooperação internacional é fundamental para enfrentar essas novas ameaças. Em seu discurso, ela afirmou que “o crime organizado está encontrando novas maneiras de transformar vulnerabilidades em lucro, sem deixar ninguém intocado”. Juma observou que, embora os criadores da UNTOC, nos anos 2000, não pudessem prever essas inovações, eles reconheceram a importância da colaboração entre países para lidar com as ameaças do crime organizado transnacional.

Com a adesão de 195 Estados Partes, a UNTOC tem funcionado como uma base sólida para a definição e criminalização de delitos graves, promovendo uma compreensão coletiva sobre o crime organizado. A Convenção também tem sido crucial para a harmonização das legislações nacionais, reduzindo as brechas que podem ser exploradas por criminosos.

No entanto, Juma ressaltou que a eficácia do tratado depende da disposição dos países em implementá-lo. Ela destacou o Mecanismo de Revisão da UNTOC como uma ferramenta essencial para aprimorar essa implementação, permitindo que os países identifiquem lacunas e compartilhem aprendizados.

Apesar de dez revisões já terem sido concluídas no último ano, a diretora-executiva incentivou os países a intensificarem seus esforços, afirmando que “o Mecanismo de Revisão deve acompanhar o ritmo das mudanças no cenário criminal, adaptando-se às novas realidades enfrentadas”.

O UNODC tem trabalhado para fornecer pesquisas e avaliações que ajudem os países a compreender como os mercados ilícitos estão evoluindo e onde novas vulnerabilidades estão surgindo. Além disso, a agência apoia operações conjuntas e fortalece as capacidades das forças de segurança.

Durante a COP13, que conta com a participação de mais de 2 mil representantes, Juma pediu que os países mantenham viva a visão original da UNTOC: “um mundo em que os criminosos não possam se esconder da lei e em que a justiça transite livremente entre fronteiras”. Essa visão é mais importante do que nunca, dado o aumento das complexidades no combate ao crime organizado e a necessidade de proteger a sociedade de novas formas de exploração.

Resumo da notícia
A 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) foi aberta em Viena, com a diretora do UNODC, Monica Juma, alertando sobre as novas ameaças que surgem com o avanço tecnológico. Juma enfatizou a importância da cooperação internacional e da atualização do Mecanismo de Revisão da Convenção para enfrentar as complexidades dos mercados ilícitos. A conferência conta com a participação de mais de 2 mil representantes de 130 países, discutindo uma abordagem mais eficaz no combate ao crime organizado.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.
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