UEMS realiza evento sobre Epistemologias Indígenas e Mudanças Climáticas em Campo Grande
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, por meio da unidade de Campo Grande localizada no bairro Santo Amaro, será palco nesta quinta-feira, 16 de abril, de um evento dedicado à discussão das epistemologias indígenas e seus impactos nas mudanças climáticas. Intitulado 'Epistemologias das Emergências: Reflorestando o pensamento e adiando o fim do mundo', o encontro é uma iniciativa do Mundéu – Laboratório de Antropologia, Etnografia e suas Variações, juntamente com estudantes do curso de Geografia da UEMS.
O objetivo central do evento é promover uma imersão profunda nos saberes tradicionais e sua relevância diante dos desafios impostos pelo Antropoceno e pelas crises socioambientais que afetam o planeta. Para isso, a programação foi pensada para integrar diferentes vozes, incluindo lideranças indígenas, pesquisadores de pós-graduação e artistas, numa troca de experiências que ultrapassa as abordagens acadêmicas convencionais.
As atividades se estendem durante todo o dia nas instalações do Bloco C e áreas de convivência da unidade. A manhã será aberta com uma mesa redonda que aborda a importância dos sistemas de conhecimento indígenas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Entre os participantes estão Benilda Kadiwéu, Jerusa C. Alves e Anastácio Peralta, com mediação da professora Amanda Danaga.
À tarde, o debate se desloca para a presença indígena em espaços institucionais e urbanos, incluindo escolas, cidades e universidades. Participam dessa mesa Antonio Carlos Seizer, Fátima Alice Aguiar Santos e Lísio Lili, com mediação do professor Diogenes Cariaga. Também haverá uma oficina prática de experimentação estética e cultural com o cineasta Luan Iturve e o grupo de dança Renda que Roda, aberta a inscrições presenciais.
O evento será encerrado com um cine-debate às 18h30, com a exibição do documentário 'Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá', que conta a história da busca das irmãs Sueli e Maiza Maxakali por seu pai, separado delas durante a ditadura militar, evidenciando a resistência dos povos Tikmũ'ũn e Kaiowá. O debate será mediado pelo professor Diogenes Cariaga e ocorrerá em área externa, onde os participantes são convidados a levar cangas ou tapetes para acomodação.
Essa iniciativa da UEMS reforça o protagonismo dos povos indígenas na construção de alternativas para a crise ambiental global, valorizando saberes ancestrais e promovendo a educação intercultural em Mato Grosso do Sul. O evento também representa uma oportunidade para ampliar o diálogo entre academia, comunidades tradicionais e a sociedade em geral, fortalecendo a resistência e a preservação cultural no contexto contemporâneo.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.