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Tubarão-cabeça-chata é provável responsável por ataque fatal em Olinda

Adolescente de 13 anos morre após ataque no litoral pernambucano; monitoramento da espécie será reforçado

Segurança em praias de Pernambuco

O ataque fatal reforça a necessidade de medidas rigorosas para proteger banhistas em áreas de risco, destacando a importância do monitoramento contínuo de tubarões. A iniciativa estadual de usar tecnologia para identificar e acompanhar esses animais visa reduzir incidentes, promovendo maior segurança e conscientização para a população que frequenta o litoral.

O corpo do adolescente morto após ataque de tubarão em Olinda, na região metropolitana do Recife, foi enterrado na tarde desta sexta (30). Deivison Rocha Dantas, de 13 anos, foi mordido pelo animal nesta quinta-feira e já chegou sem vida ao serviço médico.

Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o bicho possivelmente pertence à espécie tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), espécie muito comum na região.

O Cemit informou ainda que a lesão que matou o jovem, situada na coxa direita da vítima, tinha 33 cm de diâmetro e o padrão é “compatível com uma dentição do tipo ‘garfo/faca’”. 

“Esse tipo de dentição é característica de tubarões do gênero Carcharhinus, especialmente do tubarão-cabeça-chata. As peculiaridades ambientais da área, próxima a estuário e à desembocadura de rios, reforçam essa hipótese, uma vez que a espécie apresenta elevada afinidade com ambientes costeiros, estuarinos e de influência fluvial”, completou o Cemit.

Segundo o comitê, desde 1992 foram registrados 82 incidentes com tubarões em Pernambuco, sendo 67 ocorrências no litoral continental, concentradas principalmente na Região Metropolitana do Recife, e 14 ocorrências no Arquipélago de Fernando de Noronha. 

Um trecho de 33 quilômetros de praia no grande Recife, que vai dos coqueirais da Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, até a Praia do Farol, em Olinda, é considerado pelo Cemit como um trecho de atenção com maior probabilidade de ocorrer incidentes com tubarões.

Um decreto estadual proíbe a prática de atividades náuticas nesses 33 quilômetros (km), mas não proíbe o banho de mar.

O único ponto proibido legalmente para banho é um trecho de 2,2 km da Praia de Piedade, entre a Igrejinha de Piedade e o Hotel Barramares, localizado ao lado do Hospital da Aeronáutica do Recife. Essa proibição foi estabelecida por decreto do município de Jaboatão dos Guararapes.

O Cemit disse ainda que estão instaladas 150 placas de sinalização sobre área sujeita a incidentes com tubarão no litoral de Pernambuco, das quais, 13 estão em Olinda e 4, especificamente, na praia de Del Chifre. 

Monitoramento 

No começo do mês, o governo de Pernambuco divulgou um edital para retomar o monitoramento de tubarões no litoral do estado, interrompido desde 2015. O edital prevê o acompanhamento dos animais com o uso de microchip.

O foco principal das ações será o trecho prioritário de aproximadamente 33 km de praias, conforme estabelecido pelo Decreto Estadual 21.402/1999 e pelo Decreto Municipal nº 79/2021, sem prejuízo da inclusão de outras áreas do litoral pernambucano e zonas de transição costeira. O edital prevê o investimento de até R$ 1.052.000,00, com duração de 24 meses. 

No momento, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) faz um monitoramento, mas apenas no arquipélago de Noronha, com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da administração da ilha, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e da Econoronha.

Resumo da Notícia

Um jovem de 13 anos morreu após ser atacado por um tubarão em Olinda, região metropolitana do Recife. O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões indicou que o animal possivelmente era um tubarão-cabeça-chata, comum em áreas estuarinas e costeiras da região. O local do ataque está dentro de um trecho de 33 km de praias com alto risco para incidentes, onde atividades náuticas são proibidas por decreto estadual, embora o banho de mar seja permitido, exceto em um trecho específico. Pernambuco possui histórico de 82 ataques desde 1992, principalmente na Região Metropolitana do Recife. Para ampliar a segurança, o governo estadual lançou um edital para retomar o monitoramento de tubarões, com uso de microchips, especialmente nessa faixa de praias. A Universidade Federal Rural de Pernambuco já realiza monitoramento em Fernando de Noronha com apoio governamental e de órgãos ambientais.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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