Política Brasil
Crédito da imagem: © TSE/Reprodução

TSE analisa inelegibilidade de Cláudio Castro por abuso eleitoral

Tribunal Superior Eleitoral retoma julgamento que pode tirar ex-governador do Rio das eleições

Impacto da inelegibilidade de Castro

A decisão do TSE sobre a possível inelegibilidade de Cláudio Castro pode influenciar diretamente o cenário político do Rio de Janeiro, afetando eleições futuras e a governabilidade local. Caso condenado, ele ficará impedido de disputar cargos públicos, o que pode alterar alianças políticas e a distribuição de poder. Além disso, o julgamento reforça a importância do combate a práticas eleitorais irregulares, promovendo maior transparência e integridade no processo democrático.
Brasília (DF), 24/03/2026 - O Tribunal Superior Eleitoral realiza sessão ordinárias para retomar a análise de recursos que pedem a cassação dos diplomas e a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), do ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), atualmente afastado da presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). Foto: TSE/Reprodução
© TSE/Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou há pouco o julgamento do processo que pode condenar o ex- governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, à inelegibilidade, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Ontem (23), o governador renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro. Contudo, os ministros vão analisar se Castro pode ficar inelegível em caso de condenação no processo.

O julgamento foi suspenso, no dia 10 deste mês, por um pedido de vista feito pelo ministro Nunes Marques, que será o próximo a votar. Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 pela condenação de Castro. Faltam cinco votos.

Recurso

O TSE julga recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados.

O processo trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

Defesa

Antes da suspensão do julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.

Resumo da Notícia

O Tribunal Superior Eleitoral voltou a julgar o caso que pode tornar Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico durante sua campanha à reeleição em 2022. A acusação envolve contratações irregulares em órgãos públicos do Rio de Janeiro, usadas supostamente para favorecer sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo recorrem contra decisão anterior que absolveu Castro. Até o momento, dois votos indicam condenação, restando cinco a serem proferidos. Castro renunciou recentemente ao governo para concorrer ao Senado. A defesa argumenta que ele apenas sancionou leis e decretos e não pode ser responsabilizado pelas irregularidades alegadas.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município