Política Mundo
Crédito da imagem: © Social/Handout via REUTERS - Proibido reprodução

Trump justifica ataque ao Irã como defesa dos americanos

Presidente dos EUA afirma que ação visa eliminar ameaças iranianas e impede desenvolvimento nuclear

Impactos da tensão EUA-Irã

A escalada de conflitos entre Estados Unidos e Irã pode afetar a segurança global e a estabilidade econômica, especialmente no mercado de energia, devido à importância do Oriente Médio na produção de petróleo. A população regional enfrenta riscos aumentados de instabilidade e conflitos armados, enquanto países aliados monitoram as consequências para a geopolítica e a segurança internacional.
U.S. President Donald Trump speaks to announce that the U.S. had begun
© Social/Handout via REUTERS - Proibido reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em pronunciamento veiculado em sua rede social, que a principal justificativa para o ataque ao Irã é defender os estadunidenses. Afirmou, ainda, que o Irã jamais terá uma arma nuclear.

"Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras", afirmou o mandatário.

Ao sinalizar estar inclinado a fazer várias demonstrações de força, Trump acrescentou que iria "destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”. 

“Vamos aniquilar sua Marinha. Vamos garantir que os grupos terroristas da região não possam mais desestabilizar a região ou o mundo", afirmou.

Ainda segundo o pronunciamento de Trump, “eles [Irã] nunca terão uma arma nuclear".

"Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos” acrescentou. 

Em sua manifestação, também replicada na conta do Instagram da Casa Branca, Trump afirmou que "há pouco tempo as Forças Armadas dos EUA iniciaram uma grande operação de combate no Irã", organizada como reação a uma sucessão de investidas.

"Por 47 anos, o regime iraniano tem promovido um banho de sangue", argumentou o presidente norte-americano. 

Ao longo de seu pronunciamento, Trump fez diversas menções a "pessoas inocentes" que teriam perdido a vida em arremetidas das forças iranianas, apelando, inclusive, a referências aos militares mortos em atividade. Ao citar episódios passados, destacou a tomada de estudantes, por 444 dias, da Embaixada dos EUA em Teerã, "a primeira ação do regime", em que foram feitos reféns, e o atentado de 1983, no qual os alvos eram fuzileiros navais. 

Os estudantes à frente da ocupação da embaixada, em 1979, reivindicavam a extradição do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto, à época em tratamento médico nos Estados Unidos. A estratégia ocorreu no contexto da proclamação da República Islâmica do Irã.

Netanyahu

Também classificando os iranianos como terroristas e assassinos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conclamou os cidadãos para seguir ordens do Comando da Defesa Civil e pediu "paciência e coragem", com a deflagração, nos próximos dias, da Operação O Rugido do Ariano. As armas nucleares do Irã, afirmou, representam uma ameaça a toda a humanidade.

"Durante 47 anos, o regime do Aiatolá bradou "Morte a Israel", "Morte à América". Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo", afirmou Netanyahu.

"Nossa ação conjunta criará as condições para que o bravo povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os segmentos da população do Irã - persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis - se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico", conclamou.

Resumo da Notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques ao Irã têm como objetivo principal proteger os cidadãos norte-americanos e impedir que o país obtenha armas nucleares. Em um pronunciamento, Trump classificou o regime iraniano como uma ameaça cruel, prometendo destruir sua capacidade bélica e garantir a estabilidade regional. Ele ressaltou episódios históricos de hostilidade iraniana e afirmou que as forças americanas realizaram operações para neutralizar ataques anteriores. Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apoiou a ação, destacando o perigo representado pelas armas nucleares iranianas e convocando a população a se preparar para a operação militar. Ambos os líderes enfatizaram a necessidade de libertar o povo iraniano do regime atual, promovendo a mudança e a paz na região.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município