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Trump demite procuradora-geral dos EUA após controvérsias com Epstein

Pam Bondi deixa cargo após críticas sobre gestão dos arquivos de investigação do caso Epstein e pressão política

Impactos da saída de Pam Bondi

A substituição da procuradora-geral pode alterar a condução das investigações e a gestão do Departamento de Justiça, influenciando a transparência e a resposta a casos sensíveis como o de Jeffrey Epstein. Essa mudança afeta a confiança pública nas instituições jurídicas e pode repercutir em decisões políticas e judiciais relevantes para a sociedade norte-americana.
Pam Bondi é demitida do cargo de procuradora-geral dos EUA
01/04/2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, removeu a procuradora-geral Pam Bondi do cargo nesta quinta-feira (2), segundo uma autoridade da Casa Branca, após uma frustração crescente com o desempenho dela, incluindo a forma como lidou com os arquivos de investigação relacionados ao falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Trump também teria ficado frustrado com o fato de Bondi não estar agindo com rapidez suficiente para processar os críticos e adversários que queria que enfrentassem acusações criminais.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump elogiou Bondi como uma “grande patriota americana e uma amiga leal” e afirmou que ela passará a trabalhar no setor privado. Trump disse ainda que o vice-procurador-geral Todd Blanche, seu ex-advogado pessoal, comandará o Departamento de Justiça interinamente.

Durante mandato como principal agente da lei dos EUA, Bondi foi uma defensora combativa da agenda de Trump e desmantelou a tradição de longa data do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) de independência da Casa Branca nas investigações.

Mas foram as repetidas críticas sobre os arquivos de Epstein, inclusive de aliados de Trump e de alguns parlamentares republicanos, que passaram a dominar seu mandato. Bondi foi acusada de encobrir ou administrar mal a divulgação de registros sobre as investigações de tráfico sexual do DOJ sobre Epstein, um financista que cultivava laços com uma série de figuras ricas e poderosas.

Dor de cabeça política

A questão criou dores de cabeça políticas para Trump e atraiu um novo exame minucioso de sua amizade anterior com Epstein, que, segundo o presidente, terminou há décadas.

A demissão de Bondi pode levar a uma mudança de estratégia no Departamento de Justiça e, potencialmente, a um novo impulso para utilizar o sistema jurídico dos EUA contra os alvos de Trump.

Bondi é a segunda autoridade sênior do governo Trump a ser destituída recentemente. Trump removeu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em 5 de março, após críticas à sua gestão da agência e à agenda de imigração de Trump.

Ex-procuradora-geral do Estado da Flórida, Bondi disse que trabalhou para restaurar o foco do Departamento de Justiça em crimes violentos e reconstruir a confiança dos apoiadores de Trump depois que promotores federais acusaram criminalmente o presidente duas vezes durante seus anos fora do poder.

Bondi também enfrentou críticas sobre a remoção de dezenas de promotores de carreira que trabalharam em investigações desfavorecidas por Trump, com os críticos acusando-a de abandonar o foco tradicional do DOJ na justiça imparcial.

A ex-procuradora-geral defendeu a divulgação dos arquivos de Epstein, dizendo que o governo Trump havia sido mais transparente sobre a questão do que os presidentes anteriores e que os advogados do DOJ trabalharam em um cronograma apertado para revisar o material.

Conflito com parlamentares

Durante audiência combativa perante um painel da Câmara dos Deputados em janeiro, Bondi respondeu às críticas com ataques políticos dirigidos aos parlamentares. Ela se recusou a pedir desculpas ou a olhar para as vítimas de Epstein e seus parentes que estavam presentes na audiência.

No ano passado, Bondi entrou na especulação febril sobre os arquivos de Epstein, dizendo que uma lista de clientes estava em sua mesa para análise. Porém, depois que uma liberação inicial incluiu material que, em grande parte, já era público, o DOJ e o FBI declararam, em julho, que o caso estava encerrado e que não havia necessidade de outras divulgações.

A medida provocou uma erupção de críticas e, por fim, uma lei bipartidária foi aprovada em novembro exigindo que o Departamento de Justiça liberasse quase todos os seus arquivos.

A liberação de cerca de 3 milhões de páginas de registros ainda não acalmou a controvérsia, pois parlamentares criticaram as redações nos arquivos e a divulgação das identidades de algumas vítimas de Epstein.

O Comitê de Supervisão da Câmara, liderado pelos republicanos, votou a favor da convocação de Bondi e o depoimento está marcado para 14 de abril.

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Resumo da Notícia

O presidente Donald Trump anunciou a saída de Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, motivada por insatisfação com a condução das investigações relacionadas ao financista Jeffrey Epstein. Bondi enfrentou críticas por suposta má administração na divulgação dos arquivos e pela lentidão em agir contra adversários políticos. Durante seu mandato, rompeu com a tradição de independência do Departamento de Justiça, gerando tensões internas e externas, inclusive com aliados republicanos. Sua saída pode indicar mudanças na estratégia jurídica do governo. Todd Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, assumirá interinamente a liderança do departamento. Bondi também foi alvo de questionamentos em audiências no Congresso, onde defendeu sua atuação e enfrentou parlamentares com postura combativa. A controvérsia em torno dos documentos de Epstein permanece, com críticas sobre a divulgação e proteção das vítimas, mantendo o caso em destaque no cenário político norte-americano.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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