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Toffoli assume relatoria de ação para criar CPI do Banco Master

Ministro do STF vai relatar pedido que cobra instalação de comissão para apurar fraudes bilionárias no banco

Impactos da CPI sobre fraudes bancárias

A instalação da CPI para investigar o colapso do Banco Master pode fortalecer a transparência e a responsabilização no setor financeiro, além de influenciar políticas de fiscalização. Para a população, a medida busca garantir maior segurança nas instituições bancárias, prevenindo fraudes que afetam a economia e o sistema financeiro como um todo.
Brasília (DF), 02/02/2026 - Os ministros do STF, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quarta-feira (11) relator de uma ação que pede para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

A escolha do ministro foi feita pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não foi declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. 

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CPI

Toffoli vai relatar um mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da CPI foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

De acordo com o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.  

As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.

Em consequência das irregularidades, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente.

As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

Resumo da Notícia

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi designado relator de um mandado de segurança que exige a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar as fraudes no Banco Master. O pedido, apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, reúne mais de um terço das assinaturas necessárias para a CPI. O Banco Master enfrentou colapso financeiro após um esquema fraudulento de R$ 17 bilhões, envolvendo carteiras de crédito fictícias e tentativa de venda de ativos falsos. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso e responde a processos judiciais. A investigação também provocou a liquidação de outras instituições financeiras ligadas ao caso e afastamento de servidores do Banco Central. Toffoli, que já esteve ligado ao caso, deixará agora a relatoria para este novo processo, que poderá aprofundar as apurações sobre o escândalo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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