Terceiro suspeito se entrega no caso de estupro coletivo no Rio

Jovem de 18 anos, filho de ex-subsecretário, se apresenta à polícia após crime em Copacabana

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Terceiro suspeito se entrega no caso de estupro coletivo no Rio
Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Impactos do Caso de Estupro Coletivo

Este caso evidencia a gravidade dos crimes sexuais e reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para proteção das vítimas e prevenção da violência. A repercussão social pode impulsionar debates sobre educação sexual, respeito ao consentimento e a importância do suporte psicológico e jurídico para adolescentes. Além disso, o acompanhamento rigoroso das investigações é fundamental para garantir justiça e segurança à comunidade.
Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – A 12ª Delegacia Policial investiga casos de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O terceiro foragido no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado do advogado. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin. Ele foi demitido ontem (03) após a repercussão do caso. 

É da família Simonin o apartamento de temporada onde ocorreu o crime, em Copacabana. As imagens dos jovens filmados no edifício são parte do inquérito que incriminou os rapazes.

Cinco homens participaram do crime, segundo a polícia, sendo um menor de 18 anos, contra o qual não há mandado de prisão. Eles respondem pelo crime de estupro e por ato infracional análogo ao mesmo crime. Nesta terça (2), os dois presos foram encaminhados para o sistema prisional.

Há expectativa de que o quarto jovem que participou do crime, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também se entregue nesta quarta à polícia. De acordo com a delegacia, tratativas estão em curso com os advogados.

Todos são réus pelo crime de estupro, com agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. 

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Mais um caso de estupro

Aluno do Colégio Pedro II, Vitor Hugo é ainda investigado por um caso de estupro cometido contra outra aluna da instituição, onde ambos estudavam, em outubro de 2025. O caso foi revelado pelo delegado titular Ângelo Lages, nesta terça-feira (3), depois da mãe da jovem prestar depoimento. O ato foi cometido em uma festa.

De acordo com a Polícia Civil, ao tomarem conhecimento do caso de Copacabana, outras vítimas se sentiram encorajadas a denunciar os envolvido em outros crimes. Dois inquéritos foram abertos para apurar as denúncias.

Como ocorreu o crime

Em janeiro, a vítima de 17 anos recebeu a mensagem de um colega da escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente". Como a jovem recusou, ela foi trancada e sofreu a violência no quarto do apartamento de Copacabana.

Ontem, em entrevista à imprensa, o delegado ressaltou a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro.

"O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém [além do adolescente] em vários momentos", destacou.

Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – O delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. - Fernando Frazão/Agência Brasil

*texto ampliado às 12h45

 

 

Resumo da notícia
O terceiro envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro entregou-se à Polícia Civil acompanhado por seu advogado. O jovem, de 18 anos, é filho de um ex-subsecretário afastado após o caso ganhar repercussão. O crime ocorreu em um apartamento de temporada em Copacabana, pertencente à família do suspeito. Cinco homens participaram do abuso, sendo que um é menor de idade e não possui mandado de prisão. Além do estupro coletivo, os acusados respondem por cárcere privado. Há ainda investigações sobre outro caso de estupro envolvendo o mesmo jovem, ocorrido em uma escola local. As autoridades ressaltam a importância do respeito aos limites pessoais nas relações, destacando o claro consentimento como fundamental. A polícia trabalha para que um quarto suspeito também se entregue em breve, enquanto as investigações continuam para apurar todos os fatos.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.